- O governador Ronaldo Caiado afirmou que o acordo de cooperação com os Estados Unidos sobre minerais críticos transforma Goiás em parceiro, e não apenas fornecedor, ao assinar o documento em 18 de março de 2026 no consulado norte-americano em São Paulo.
- O memorando é não vinculante, descrito pelo governo goiano como uma “declaração de intenções de boa-fé”.
- Caiado ressaltou que o acordo é “o mais importante” já assinado em termos geoeconômicos para o estado, ajudando a avançar pesquisas e o desenvolvimento da cadeia produtiva.
- O governo goiano aponta potencial mineral, pesquisas com universidades e a possibilidade de incentivos fiscais e financeiros para projetos com produção local, emprego e transferência de tecnologia.
- Goiás abriga a única operação de terras-raras no Brasil, em Minaçu, pela Serra Verde, ligada a Denham Capital, EMG e Vision Blue; um fundo estatal norte-americano teria garantido US$ 565 milhões para a mineradora.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), informou nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, que o acordo com os Estados Unidos envolve cooperação em minerais críticos e terras-raras. A assinatura ocorreu no consulado norte-americano, em São Paulo, e não criou obrigações legais vinculantes.
Caiado viu o movimento como uma parceria estratégica, ressaltando que Goiás passaria a atuar na cadeia de valor, não apenas como fornecedora de matéria-prima. O governo classificou o memorando como uma declaração de intenções de boa-fé.
O acordo envolve pesquisa, capacitação e criação de um ambiente regulatório transparente, segundo o Consulado dos EUA. Também prevê incentivo a parcerias entre governo, universidades e setor privado em Goiás.
Alcance da parceria
A nota do governo goiano aponta ainda a possibilidade de negociação de incentivos fiscais e financeiros para projetos com produção local, geração de empregos e transferência de tecnologia.
Goiás abriga a única mina de terras-raras em operação no Brasil, em Minaçu, e a Serra Verde é a única empresa em atividade no país. A mineradora é gerida por fundos de private equity com atuação internacional.
As terras-raras são insumos estratégicos para setores como baterias, eletrônicos, turbinas eólicas e defesa. A pauta ganha relevância diante da competição entre EUA e China no setor.
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