- O chanceler Mauro Vieira negou a existência de base chinesa com potencial uso militar no Brasil, ao ser ouvido pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara e também no Senado.
- Vieira afirmou que conteúdos sobre a base foram descontextualizados e distorcidos, refutando as acusações feitas após relatório do Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.
- O relatório cita uma suposta estação no Brasil chamada Tucano Ground Station, vinculada a uma parceria entre a Alya Nanosatellites (Brasil) e a Beijing Tianlian Space Technology (China), descrevendo-a como possível interesse estratégico de Pequim.
- O ministro destacou que o documento coloca o Brasil e o Caribe como áreas de influência dos Estados Unidos, chamando as alegações de desinformação e baseadas em suspeitas infundadas.
- Dois dos três autores dos requerimentos para a convocação de Vieira não estavam presentes na sessão: Gustavo Gayer e Hélio Lopes.
O chanceler Mauro Vieira negou hoje a existência de qualquer base chinesa com potencial uso militar no Brasil. Ele foi convocado pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara para esclarecer o tema e também compareceu ao Senado. O ministro afirmou que não houve construção, contrato ou infraestrutura desse tipo no país.
A posição foi construída após um relatório do Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês da Câmara dos EUA, que aponta suposta atuação da China em infraestrutura espacial na região. O documento cita uma estação no Brasil, chamada Tucano Ground Station, e descreve uma parceria sino-brasileira firmada em 2020 entre Alya Nanosatellites e Beijing Tianlian Space Technology.
Vieira disse que o relatório descontextualiza informações e sustenta alegações sem comprovação. Afirmou ainda que o Brasil e o Caribe seriam tratados como quintais de influência dos EUA, e pediu aos parlamentares que considerem as informações como desinformação baseada em suspeitas infundadas.
Dois dos três autores dos requerimentos não estavam presentes na sessão, incluindo Gustavo Gayer e Hélio Lopes, membros do PL. Gayer foi quem protocolou o requerimento para a convocação do chanceler. A ausência não impediu o debate conduzido pela comissão.
Antes da declaração do chanceler, não havia comprovação pública de uso militar da chamada base no Brasil. O próprio relatório reconhece que as instalações são apresentadas como civis e comerciais, com suspeitas decorrentes de análises técnicas e vínculos com o setor espacial chinês.
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