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Gonet pede retirada de Cunha de inquérito sobre grampo de Temer e Joesley

PGR solicita retirar Eduardo Cunha do inquérito sobre grampo de Temer e Joesley; aponta incompetência do STF e encaminha autos à 10ª Vara Federal

O ex-deputado Eduardo Cunha. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal a retirada de Eduardo Cunha da lista de investigados no inquérito sobre o grampo entre Michel Temer e Joesley Batista.
  • O parecer chegou ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, nesta quarta-feira.
  • A PGR sustenta que Temer foi absolvido de embaraçar investigações e que Cunha teve extensão de efeitos da ordem em benefício próprio, o que o aponta fora do polo passivo.
  • Alega incompetência do STF no caso e recomenda o envio dos autos à 10ª Vara Federal do Distrito Federal.
  • O inquérito, originado de gravação que sugeria articular um esquema para atrapalhar investigações do “quadrilhão do MDB”, envolve ainda Joesley Batista, Ricardo Saud, Lúcio Funaro, Roberta Funaro e Rocha Loures.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal a retirada de Eduardo Cunha do inquérito que apura o contexto do grampo entre Michel Temer e Joesley Batista, gravado em 2017. O parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, nesta quarta-feira.

Gonet sustenta que Temer foi absolvido da imputação de embaraçar investigações de organização criminosa e que Cunha teve a extensão de efeitos daquela ordem beneficiando-o, ficando fora do polo passivo. A PGR também aponta incompetência do STF e recomenda o envio dos autos à 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

O inquérito nasceu a partir da gravação que sugeria articulação para atrapalhar investigações sobre o chamado quadrilhão do MDB, incluindo a compra do silêncio de Cunha e de Lúcio Funaro. A frase famosa manter isso aí tornou-se símbolo do episódio político.

Paulo Gonet afirma não haver razão para manter o caso no STF por relação com Rodrigo Rocha Loures, alegando que ele atuava apenas como interlocutor de Temer e não havia imputação às funções parlamentares que exerceu. Loures é citado entre os investigados, assim como Joesley Batista, Ricardo Saud, Lúcio Funaro e Roberta Funaro.

  • Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F
  • Lúcio Funaro e Roberta Funaro
  • Rocha Loures

Contexto adicional

A PGR mantém o foco na possível atuação de Cunha e de outros agentes na eventual obstrução de investigações, sem apresentar novas acusações formais no momento. As informações indicam uma reavaliação do polo de investigados e o encaminhamento de parte do processo para a Justiça Federal.

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