- Foi encontrada uma bomba em área rural próxima à fronteira com o Ecuador; autoridades colombianas confirmaram que o artefato era do Ecuador e vão emitir uma nota de protesto, buscando esclarecer como chegou até ali.
- O presidente Gustavo Petro e o governo ecuatoriano se enfrentam politicamente, com o presidente ecuatoriano Daniel Noboa afirmando que as declarações de Petro são falsas; as autoridades colombianas prometem seguir estudando as circunstâncias do ocorrido.
- O ministro de Defesa, Pedro Sánchez, defende uma linha mais dura contra grupos armados e critica a estratégia de paz adotada, chamando a paz de algo que não se mendiga.
- O tema abriu tensão política entre os dois países, mas o ministro aponta que há espaço para ampliar a comunicação e melhorar protocolos de defesa e fronteira.
- Sobre Venezuela, Sánchez diz que houve uma reunião produtiva em Caracas; estima que 60% do cartel do ELN atua na fronteira, com 40% venezuelanos, e que houve operações recentes em Arauca envolvendo menores de idade.
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, confirmou que a bomba encontrada próximo à fronteira com o Ecuador é de origem ecuatoriana. O episódio levou a uma tensão diplomática entre Bogotá e Quito, já fragilizada por desentendimentos anteriores. O governo colombiano promete uma nota de protesto e esclarecer como o artefato chegou ao território colombiano.
As autoridades colombianas afirmam que o artefato realmente veio do Ecuador, mas ainda buscam entender as circunstâncias do deslocamento e do impacto. Sánchez concedeu entrevista na qual destacou que a investigação segue e que há cooperação com autoridades ecuatorianas para esclarecer os fatos.
A coalizão de governo, liderada pelo presidente Gustavo Petro, tem sido marcada por divergências internas sobre a estratégia de paz com grupos armados. O ministro defende uma posição mais firme contra organizações criminosas, afirmando que a paz não se mendiga, e apontando que houve manipulação por parte de grupos armados durante negociações anteriores.
Questionado sobre a relação com o Ecuador após o incidente, Sánchez disse que a tensão é política, mas que há oportunidade de reforçar canais de comunicação e protocolos de cooperação. O ministro também comentou sobre o papel dos Estados Unidos, destacando que visitas recentes ajudaram a amenizar temores de intervenção e fortalecer laços estratégicos.
Sobre a situação no terreno, o ministro informou que há informações preliminares de 14 mortos em um outro incidente em Nariño, possivelmente relacionado a laboratórios de cocaína que teriam pegado fogo, não a bombardeios. Ele acrescentou que a região de fronteira permanece sob estreita vigilância e que as operações militares continuam.
Em relação à atuação de grupos armados no território colombiano, Sánchez estimou que aproximadamente 3% do país está sob controle de atividades criminosas, ressalvando que a percepção de insegurança pode divergir da realidade. Ele destacou a importância de investimentos sociais e educativos como complemento à força pública.
Sobre a situação com Venezuela, o ministro informou que houve uma reunião respeitosa em Caracas, com intercâmbio de informações sobre ações de grupos na fronteira. A avaliação é de que a cooperação precisa ampliar-se para enfrentar de forma conjunta as ameaças transnacionais.
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