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Moraes manda PGR avaliar pedido da PF para compartilhar provas contra Eduardo

PF busca compartilhar provas do inquérito no STF para fortalecer processo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro, que mora em Miami

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, faz a leitura do relatório que aponta a existência de uma organização criminosa liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • O ministro Alexandre de Moraes determinou, na segunda-feira, prazo de cinco dias para a PGR se manifestar sobre o pedido da PF de usar em procedimento interno provas de inquérito no STF contra Eduardo Bolsonaro.
  • A PF quer que o STF compartilhe os elementos do processo que investiga a atuação do ex-deputado nos Estados Unidos para embasar um processo administrativo disciplinar contra ele.
  • Eduardo Bolsonaro atua como escrivão da Polícia Federal desde 2010.
  • A PF investiga indícios de improbidade administrativa por Eduardo ao ofender, ameaçar e expor servidores da PF na imprensa.
  • O processo também envolve abandono de cargo; Eduardo está em Miami desde março do ano passado e, segundo a PF, articulou sanções contra o Brasil para pressionar por anistia ao pai, Jair Bolsonaro, já condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, fixou prazo de cinco dias para a PGR se manifestar sobre pedido da PF para usar em procedimento interno as provas de um inquérito no STF contra Eduardo Bolsonaro. A decisão foi tomada na segunda-feira (16).

A PF quer que o STF compartilhe os elementos obtidos no processo que mira a atuação de Eduardo nos Estados Unidos. O objetivo é fortalecer um processo administrativo disciplinar contra o ex-deputado, que atua como escrivão da corporação desde 2010.

A corporação investiga indícios de improbidade administrativa por Eduardo, que teria ofendido, ameaçado e exposto servidores da PF na imprensa, em razão de investigações no STF.

Atualizações na PF e no caso

A PF abriu, ainda, um procedimento disciplinar contra Eduardo por abandono de cargo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está em Miami, nos Estados Unidos, desde março do ano passado.

De fora do Brasil, Eduardo articulou sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, segundo apurações, com o objetivo de forçar uma anistia a seu pai. Jair Bolsonaro foi condenado em setembro do ano passado a 27 anos e três meses de prisão.

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