- Polícia Federal afirma em nota que dados relativos a Daniel Vorcaro, excluídos a pedido do ministro André Mendonça, foram reintroduzidos pela Apple nos sistemas do Senado a pedido da CPMI do INSS.
- Segundo a PF, essas informações sigilosas foram reinseridas fora do controle inicial da cadeia de custódia judicialmente estabelecida.
- A ação gerou um novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle da cadeia de custódia.
- Mendonça justificou a retirada para preservar o sigilo da vida privada de investigados pela Operação Compliance Zero; os materiais foram lacrados e formatados.
- O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou que a solicitação foi legítima e que não houve interferência na investigação do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal informou ao STF que dados vinculados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, excluídos a pedido do ministro André Mendonça, do Supremo, foram reintroduzidos pela Apple nos sistemas do Senado, a pedido da CPMI do INSS. A PF aponta que o reenvio ocorreu fora do controle inicial da cadeia de custódia judicialmente estabelecida.
Segundo a PF, as informações sigilosas mantidas na sala-cofre da CPMI foram recolocadas no ambiente do Senado por meio de um fluxo de download não previsto no protocolo anterior. A ação foi relatada ao ministro relator do caso, conforme nota publicada pela Polícia Federal.
À pedido de Mendonça, a PF executou, na terça-feira (17/3), a retirada dos materiais do ex-controlador do Banco Master. Todo o conteúdo foi lacrado e formatado, conforme informou a CNN. A decisão ministerial também restringiu o acesso de parlamentares e assessores à sala no Senado.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a solicitação à Apple é um procedimento legítimo e não representa interferência na apuração do Supremo. Segundo ele, a cadeia de custódia permanece sob responsabilidade das autoridades competentes.
Viana ressaltou que questões técnicas, se esclarecidas nos autos, não devem gerar ruído público nem interpretações equivocadas. A assessoria da CPMI reiterou que a investigação segue sob controle das autoridades competentes e dentro do marco legal.
A Apple, por meio de sua assessoria, informou à CNN Brasil que não comentará o caso no momento. Não houve confirmação pública sobre o motivo específico do reenvio de dados à CPMI do INSS. A PF, por sua vez, continua apurando a cadeia de custódia e o acesso a informações sensíveis.
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