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Quase desmaio e derrota no Rio: mudanças em Flávio Bolsonaro 10 anos depois

Pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro mantém tom moderado e recebe apoio da direita; pesquisas indicam empates técnicos com Lula em 2026

A única derrota de Flávio Bolsonaro nas urnas foi em 2016, na corrida à prefeitura do Rio de Janeiro. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
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  • Em 2016, Flávio Bolsonaro quase desmaiou durante debate promovido pela Band no Rio de Janeiro e precisou de apoio de adversários; o encontro foi interrompido para atendimento médico.
  • A cena voltou a circular após ele confirmar pré-candidatura à Presidência no fim do ano passado, com leituras de que “amarelou” para enfrentar Lula nos debates de 2026.
  • Naquele eleição municipal, ficou em quarto lugar no primeiro turno com 14% dos votos válidos; Marcelo Crivella venceu o pleito no segundo turno contra Marcelo Freixo.
  • A derrota no Rio não freou a trajetória da família: Flávio tornou-se senador com o maior número de votos no estado; Jair Bolsonaro foi eleito presidente em 2018, e Eduardo Bolsonaro disputou deputado federal.
  • Em 2026, Jair reconheceu Flávio como pré-candidato e houve apoio de lideranças da direita; pesquisas indicaram relação de forças entre Lula e Flávio, com empate técnico em março de 2026.

Um momento marcante de 2016 volta à tona na nova linha do tempo eleitoral: Flávio Bolsonaro (PL) quase desmaiou durante debate promovido pela Band no Rio de Janeiro. Ele recebeu uma pergunta, ficou em silêncio e foi amparado por Jandira Feghali (PCdoB) e Carlos Osório (PSDB). O encontro foi interrompido para atendimento médico.

Na sessão de 2016, a reação pública foi intensa, com mensagens circulando nas redes sociais. A oposição usou o episódio para questionar a disposição de Flávio para enfrentar adversários nos debates deste ano. Ele, por sua vez, afirmou que rebaterá bem nos debates.

O episódio não alterou o resultado da eleição municipal. Flávio ficou em quarto lugar no primeiro turno, com 14% dos votos válidos. Marcelo Crivella venceu o pleito no segundo turno, derrotando Marcelo Freixo.

A prefeitura do Rio de Janeiro marcou a única derrota de Flávio na urna. Ele já havia sido eleito deputado estadual por quatro mandatos desde 2002 e, em 2018, conquistou o Senado, mantendo forte presença no cenário político.

A família Bolsonaro avaliou o episódio como um aprendizado. Jair Bolsonaro destacou, após a apuração, que o resultado mostrou novos eleitores ao redor do nome da família. O marqueteiro Alexandre Borges ressaltou o ganho de apoio na campanha.

A candidatura de Flávio como teste para a família

Em 2016, a família não tinha a projeção de hoje. Jair Bolsonaro emergia como principal oposição na Câmara e sinalizava pré-candidatura presidencial para 2018. Flávio, com apenas quatro mandatos na Assembleia, já buscava ampliar o alcance político.

A ideia era testar o nome da família em pleito majoritário, para sustentar a trajetória de 2018. Flávio afirmou que o cuidado com a imagem familiar ajudou a firmar a estratégia. O objetivo era ampliar a base eleitoral para o futuro.

Pouco tempo depois, a atuação de Flávio consolidou o vínculo com a direita. Em 2018, o pai venceu a eleição presidencial e Flávio tornou-se senador no Rio de Janeiro, o maior número de votos no estado. Eduardo Bolsonaro foi o deputado federal mais votado no Brasil.

O cenário atual e a pré-candidatura de 2026

Quase oito anos depois, o cenário político mudou. Jair Bolsonaro foi derrotado em 2022, condenado pelo STF e cumprirá pena. Eduardo Bolsonaro teve mandato cassado e mudou-se aos EUA em 2025.

Flávio Bolsonaro manteve perfil discreto e um discurso mais moderado. Em 2025, ele foi indicado pelo pai como pré-candidato à Presidência em 2026, visando consolidar a posição da família no cenário nacional. A escolha gerou apoio de parte da direita.

Levantamentos recentes mostraram variação de apoio entre os eleitores de direita. Em dezembro de 2025, a diferença entre Lula e Flávio indicava vantagem para o ex-presidente em cenário hipotético. Em março de 2026, a diferença indicou empate técnico, dentro da margem de erro.

A pesquisa Datafolha de 7/3/2026 ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, entre 3 e 5 de março, em 137 municípios. A pesquisa teve 95% de confiança, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Registros no TSE apontam o acompanhamento das medições.

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