- Gilmar Mendes afirmou que o Brasil tem uma dívida com Alexandre de Moraes e que as futuras gerações reconhecerão seu trabalho.
- Em discurso na abertura da sessão, o decano elogiou a condução do Inquérito das Fake News, considerado instrumento para proteger instituições contra desinformação e intimidação.
- Mendes citou outros casos relatados por Moraes, como o Inquérito das Milícias Digitais e atos antidemocráticos, e elogiou a decisão de suspender o X como ato corajoso.
- O ministro disse que Moraes tem ânimo inquebrantável e evitou que o país caísse em um abismo autoritário.
- Os elogios ocorrem em meio a críticas ao STF ligadas ao escândalo Banco Master, incluindo alegações de relação com Daniel Vorcaro e contrato da esposa de Moraes com o banco.
Gilmar Mendes, ministro do Supremo, disse que o Brasil tem uma dívida com Alexandre de Moraes e que futuras gerações reconhecerão o magistrado. A declaração ocorreu na sessão desta quinta-feira, 19, em comemoração aos nove anos de Moraes na Corte.
Durante o discurso, Mendes elogiou a condução do Inquérito das Fake News, afirmando que o processo foi usado para proteger as instituições contra desinformação e intimidação, sob a orientação firme do relator.
O decano destacou ainda os trabalhos relatados por Moraes no Inquérito das Milícias Digitais e nos atos antidemocráticos, além de reconhecer a decisão de suspender o X, qualificada como corajosa.
Além de Mendes, o presidente da Corte, Edson Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Flávio Dino também saudararam Moraes, em mensagens breves durante a sessão.
As palavras de elogio ocorrem em meio a controvérsias envolvendo o Banco Master, com críticas à suposta proximidade de Moraes de Daniel Vorcaro, ex-CEO da instituição. A esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, fechou contrato com o banco, segundo informações do escritório de Viviane.
O contrato, avaliado em cerca de 130 milhões de reais, tem o escopo de serviços divulgado pela defesa de Viviane, conforme apurado pelo veículo responsável pela matéria. As revelações reacenderam questionamentos sobre a relação entre autoridades e o setor financeiro.
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