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Desembargador deixa caso, imbróglio segue no Cidadania

Caso do Cidadania segue sem decisão; redistribuição para magistrado que já votou a favor aumenta a incerteza sobre a direção da sigla

O deputado Alex Manente (Cidadania-SP) no plenário da Câmara
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  • Desembargador Rômulo de Araújo Mendes declinou da competência para julgar recurso que contestava a validade das últimas reuniões do Cidadania e devolve o caso ao desembargador José Firmo Reis Soub.
  • O novo redistribuição recai sobre o magistrado que já atua em ações envolvendo a direção da sigla.
  • Mendes havia suspendido o congresso que colocou o grupo de Roberto Freire e do deputado Alex Manente no comando, decisão que favorecia Comte Bittencourt.
  • A suspensão atingiu a reunião do diretório nacional de 24 de fevereiro e o Congresso Nacional Extraordinário de 4 de março, convocado para eleger a nova direção.
  • Alex Manente afirmou que processará Bittencourt por danos morais e má-fé, enquanto Comte Bittencourt disse que, no momento, não há direção no Cidadania.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu pela redistribuição do caso envolvendo o Cidadania. O desembargador Rômulo de Araújo Mendes declinou da competência para julgar um recurso que contestava a validade das últimas reuniões do diretório nacional e do congresso da sigla.

Com a decisão, o processo retorna ao desembargador José Firmo Reis Soub, que já atuava em ações ligadas à disputa pela direção do partido. A decisão altera o comando do julgamento dentro do tribunal.

Na quarta-feira (18), Mendes já havia suspendido o congresso que mudou a direção entre o grupo de Roberto Freire e o deputado Alex Manente, favorecendo Comte Bittencourt. A suspensão atingiu atos aprovados no Congresso Nacional Extraordinário de 4 de março.

O magistrado havia considerado que a reunião não atingiu o quórum mínimo exigido pelo estatuto. No total, 65 de 102 membros do diretório assinaram um documento alegando ausência.

A disputa interna no Cidadania teve início no ano passado, quando a Justiça determinou a destituição da administração de Bittencourt e a posse de Freire. A medida foi motivada pela falta de registro em cartório da ata da reunião de 2023 que alterou o comando.

À frente da sigla, Freire buscou manter a federação com o PSDB e influenciar a presidência do partido. Em entrevista à CNN, Manente afirmou que pretende processar Bittencourt por danos morais e por suposta má-fé, em relação aos dois anos de mandato de Freire.

Dentro do grupo que apoia Freire, a expectativa é de que o novo desembargador mantenha a convenção já prevista. Bittencourt, por sua vez, afirmou que não há direção no Cidadania no momento e defendeu a presença de outros nomes, como Cristovam Buarque, prefeitos e deputados.

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