- CPMI do INSS entra na última semana e relatório com mais de cinco mil páginas deve ser apresentado na quarta-feira, vinte e cinco.
- STF não autorizou a continuidade dos trabalhos; presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, não deu aval para prorrogação.
- O documento pede o indiciamento de duzentas pessoas, incluindo nomes que não compareceram para depor.
- Dificuldades surgiram por testemunhas que não foram, por decisões judiciais, e por retirada de documentos, o que alimenta a defesa por prorrogação.
- A pauta da próxima sessão inclui a possibilidade de depoimentos de interesse como a ex-namorada de um dos investigados, Martha Graeff, e o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção.
A CPMI do INSS entra na última semana de trabalho, com relatório de mais de 5 mil páginas pronto para ser apresentado. O órgão aguarda uma posição do STF, acionado após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, não ter dado aval para prorrogação. A sessão segue sob incerteza sobre a continuidade dos trabalhos.
A crise de agenda vem de repetidos cancelamentos de depoimentos, determinados por decisões dos ministros. Frente a isso, as investigações sobre fraudes nos pagamentos a beneficiários do INSS ficaram mais esvaziadas nas últimas sessões. Parlamentares acompanham com cautela os próximos passos.
O vice-presidente da CPMI, Duarte Jr., avalia que os resultados já obtidos são expressivos, mas que há espaço para avanços. Ele cita desvios cometidos por pessoas tidas como poderosas e a recuperação de mais de R$ 3 bilhões em cooperação com a Polícia Federal.
Próximos passos
O relator Alfredo Gaspar afirma que o relatório está pronto para ser apresentado na quarta-feira, dia 25, e indica que o documento recomenda o indiciamento de cerca de 200 pessoas. Ele aponta dificuldades, como testemunhas que não compareceram por autorização judicial e acesso a documentos retidos.
A atuação do STF é apontada como fator que pode determinar a continuidade dos trabalhos, com expectativa de que haja defesa de prorrogação para ouvir novos depoimentos. O senador Eduardo Girão também manifestou a esperança de manter a CPMI em funcionamento.
A pauta aponta ainda o depoimento de figuras da esfera pública, incluindo o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção. Não há confirmação sobre o comparecimento de Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, e o advogado da influenciadora nega motivação para o seu depoimento.
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