- Deputados da base de Lula na CPI do INSS preparam um relatório alternativo para ser apresentado na quarta-feira, 25 de março de 2026, antes da votação do parecer oficial, prevista para quinta-feira, 26 de março de 2026.
- O texto paralelo visa contrapor o relatório do relator Alfredo Gaspar, do União Brasil, e terá como foco individualizar a responsabilidade e mostrar o papel de cada um.
- De acordo com o deputado Paulo Pimenta, foram identificados cerca de 9.000 operadores do esquema, sendo mais de 1.000 funcionários do INSS.
- O relatório pretende apontar os “agentes públicos” que, em 2021 e 2022, promoveram mudanças para que a organização pudesse tomar de assalto o INSS e o Ministério da Previdência, além de propor indiciamento.
- Pimenta afirmou que, embora haja muito ainda a investigar, essa tarefa deve ficar a cargo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
O grupo de base aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na CPMI do INSS prepara um relatório paralelo à conclusão oficial da comissão. A proposta será apresentada na quarta-feira (25.mar.2026) e a votação do parecer principal está marcada para o dia seguinte, quinta (26.mar.2026). O foco é apresentar uma visão distinta sobre os fatos apurados.
O texto alternativo busca contrapor o parecer do relator Alfredo Gaspar, do União Brasil. O deputado Paulo Pimenta, PT do Rio Grande do Sul, afirmou que o relatório paralelo irá detalhar a responsabilidade individual de pessoas envolvidas e esclarecer o papel de cada um nas supostas irregularidades.
Segundo Pimenta, a coleta de dados aponta a existência de cerca de 9 mil operadores de um esquema criminoso, com mais de 1 mil servidores do INSS entre os envolvidos. A intenção é identificar agentes públicos que, entre 2021 e 2022, teriam promovido mudanças para favorecer a atuação da organização.
O documento paralelo também aponta a identificação de 9 núcleos de atuação dos fraudadores, além de um núcleo específico formado por funcionários. Um indiciamento também deverá constar entre as propostas apresentadas pela base aliada.
Ainda conforme o parlamentar, há pontos ainda em investigação que deverão ficar a cargo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para continuidade. A expectativa é combinar a atuação institucional com eventuais desdobramentos jurídicos.
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