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Campos Neto afirma não ser responsável por falhas de terceiros

Campos Neto afirma que a presidência do Banco Central não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros, enquanto CGU investiga dois servidores no caso Banco Master

Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
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  • Roberto Campos Neto afirma que a presidência do Banco Central não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros, em nota ao CNN Money.
  • A Controladoria-Geral da União abriu processo para apurar participação de dois servidores do BC, Paulo Sérgio Souza e Bellini Santana, na gestão de Campos Neto.
  • A Polícia Federal aponta que os servidores mantinham contato frequente com Daniel Vorcaro e forneciam orientações estratégicas sobre a atuação do BC em processos envolvendo o Banco Master.
  • Segundo a PF, os funcionários chegavam a sugerir abordagens e argumentos a serem usados em reuniões com dirigentes da autarquia.
  • Campos Neto ressalta que os investigados são funcionários de carreira que já estavam no BC antes de sua gestão, e que a área de fiscalização tem histórico de carreira.

Roberto Campos Neto afirmou, em nota, que a presidência do Banco Central não pode ser responsabilizada por falhas de terceiros, em resposta a informações sobre o suposto envolvimento de servidores da autarquia no esquema do Banco Master. A declaração foi encaminhada ao CNN Money.

A nota surge após reportagem do Estado de S. Paulo sobre a abertura de processo pela CGU para apurar possíveis ligações de dois servidores do BC: Paulo Sérgio Souza, diretor de Fiscalização, e Bellini Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), durante a gestão de Campos Neto.

De acordo com a Polícia Federal, os servidores mantinham contato frequente com Daniel Vorcaro e davam orientações estratégicas sobre procedimentos administrativos envolvendo o Banco Master, incluindo sugestões de abordagens e argumentos para uso em reuniões com dirigentes do BC.

A PF também indicou que os servidores atuaram com apoio de quadros internos do próprio BC, mantendo uma relação de carreira que, segundo a gestão de Campos Neto, persiste há anos. A CGU abriu o processo para investigar a participação de funcionários na prática investigada.

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