- A CPMI do INSS pode terminar sem um relatório final, em meio à disputa entre governo e oposição.
- A possibilidade é ventilada por governistas e reconhecida reservadamente pela cúpula do colegiado.
- O relator Alfredo Gaspar afirma que apresentará um relatório técnico, com indiciamento de mais de 200 pessoas em estudo.
- Governistas preparam um voto em separado, que pode virar relatório paralelo caso o documento da oposição seja derrotado.
- Se não houver relator indicado pelo presidente, a CPMI ficaria sem relatório final; o presidente Carlos Viana é apontado como quem poderia impedir essa “pizza”.
A CPMI do INSS pode terminar sem um relatório final, em meio a uma disputa entre governo e oposição. A BBC/ CNN apurou que a hipótese está sendo discutida pelos governistas e já foi admitida de forma reservada pela cúpula do colegiado.
Os governistas avaliam que o relatório a ser apresentado nesta semana tende a ser desfavorável ao governo, poupando a gestão de Jair Bolsonaro. O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), assegura que apresentará um relatório técnico, sem costurar acordos.
A CNN mostrou que Gaspar planeja indicar o indiciamento de mais de 200 pessoas. Nesse cenário, há a ideia de um voto em separado pelos governistas, que poderia virar relatório paralelo se o documento da oposição for derrotado.
Caso o voto em separado seja aprovado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Pode-MG), indicaria um novo relator para avaliar o documento governista. A alternativa de não indicar um relator foi considerada como forma de deixar a CPMI sem conclusão.
Segundo fontes, o objetivo é evitar a aprovação de um relatório favorável ao governo. A depender do desfecho, a CPMI pode encerrar os trabalhos sem um relatório final, encerrando o tema sem conclusão formal.
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