- Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, afirmou que o enfrentamento às facções é uma questão de estado no Brasil.
- Ele destacou a necessidade de atuação coordenada e estratégica das instituições públicas para enfrentar o crime organizado.
- Dados do CNJ mostram crescimento das ações judiciais envolvendo facções, de 2.607 em 2020 para 6.761 em 2025, quase 160% de aumento.
- Fachin disse que o crime organizado corrói o estado de direito, financia violência e disputa o monopólio do uso da força.
- O ministro ressaltou que o Poder Judiciário deve ser protagonista da resposta, em discurso na abertura do Encontro Nacional sobre os Desafios do Poder Judiciário diante do Crime Organizado.
O ministro Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, afirmou que o enfrentamento às facções é uma questão de Estado no Brasil e requer atuação coordenada entre as instituições públicas. A declaração ocorreu na abertura do Encontro Nacional sobre os Desafios do Poder Judiciário diante do Crime Organizado.
Segundo dados do CNJ, o número de ações judiciais envolvendo facções aumentou quase 160% em cinco anos, passando de 2.607 em 2020 para 6.761 em 2025. O crescimento indica expansão do crime organizado no país.
Fachin ressaltou que o crime organizado representa uma ameaça ao estado de direito, com impactos sobre instituições, mercados ilícitos e financiamento da violência. O ministro afirmou que o Estado precisa agir e que o Poder Judiciário deve ocupar posição de protagonismo nessa resposta.
Ele destacou ainda que não há estado de direito funcional em áreas dominadas por facções e que mudanças são necessárias para incentivar atuação integrada das esferas pública e judiciária. O tom foi de alerta e necessidade de estratégia.
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