- Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, é cotada para ocupar uma das vagas no Senado na chapa de Fernando Haddad em São Paulo, com possibilidade de deixar a Rede para o PT.
- A decisão visa trazer apoio do agronegócio para encarar a resistência do interior à candidatura de Haddad, mas Marina tem histórico de divergências com o setor em temas como desmatamento e licenciamento ambiental.
- Em agosto de 2025, Marina provocou o agronegócio ao usar o termo “ogronegócio”, o que gerou reação de parte do setor.
- O deputado Alceu Moreira, presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, chamou Marina de “Marina Cinza” ao criticá-la em meio a disputas com o agronegócio sobre o Plano Clima.
- Em evento no Palácio do Planalto, a ministra afirmou estar tranquila quanto à disputa no Senado e citou ter planos alternativos (A, B, C e D) para o debate sobre São Paulo.
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, é cotada para ocupar uma das vagas no Senado na chapa de Fernando Haddad, em São Paulo. A indicação pode obrigar o PT a lidar com dificuldades para atrair o setor do agronegócio ao palanque do ex-ministro da Fazenda. Haddad busca um nome do agro para vencer a resistência no interior paulista.
O PT almeja um nome do setor para reforçar a campanha e enfrentar a resistência à candidatura de Haddad no interior. A estratégia envolve ampliar o apoio do agronegócio para melhorar a aceitação da chapa em áreas-chave do estado.
Marina tem histórico de divergências com o setor em temas como desmatamento e licenciamento ambiental. A possibilidade de sua entrada na chapa é vista como sinal de tensionamento entre o discurso ambientalista e as pautas do agronegócio.
OGRONEGÓCIO
O deputado Alceu Moreira, MDB-RN, líder da Frente Parlamentar do Biodiesel, criticou Marina ao chamá-la de Marina Cinza por uma postura considerada desfavorável ao setor. Moreira afirmou que a ministra divulgou documento que, segundo ele, contraria posições já defendidas pelo governo.
Na ocasião, o congressista afirmou que o Brasil precisa manter a imagem de produção responsável aos olhos dos EUA e contestou o tom do documento apresentado pela gestão federal.
O governo lançou o Plano Clima na segunda-feira de março de 2026, com metas de redução de emissões. O texto oficial abordou medidas para ampliar licenciamento ambiental e estimular o debate com o setor privado.
Durante evento no Palácio do Planalto, Marina Silva abriu espaço para não concorrer ao Senado neste ano, dizendo estar tranquila quanto às possibilidades. Ela afirmou ter planos alternativos e que as conversas em São Paulo seguem em curso.
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