- Rui Costa, ministro da Casa Civil de Lula, afirma que a raiz do problema do Banco Master está no ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
- Costa diz que Campos Neto autorizou Daniel Vorcaro a comprar o Master em 2019, após a gestão anterior ter recusado o negócio.
- O ministro sustenta que a mesma administração criou a teia de contratos e relações associadas ao caso.
- Segundo Costa, a mudança ocorreu com a chegada de Gabriel Galípolo, hoje presidente do Banco Central, indicado por Lula.
- O JR Entrevista vai ao ar nesta segunda-feira, 23, às 23h, na RECORD News.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou ao JR Entrevista que o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, seria o principal responsável pela crise associada à liquidação do Banco Master. Costa considera que Campos Neto autorizou Daniel Vorcaro a adquirir o Master em 2019, após a gestão anterior ter negado o pedido em fevereiro daquele ano.
Segundo o ministro, a raiz do problema estaria na gestão de Campos Neto, indicada por Bolsonaro. Ele afirma que a mudança de cenário só ocorreu com a chegada de Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, e que a liquidação foi determinada a partir dessa gestão.
Costa sustenta ainda que quem indicou Galípolo foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro reforça que é importante esclarecer o papel de cada figura pública para a compreensão do caso, em especial sobre as decisões que antecederam a liquidação do banco.
Enfoque e desdobramentos
O espaço para manifestações oficiais segue aberto, com contatos feitos à assessoria de Campos Neto para ouvir seu posicionamento. A entrevista do JR Entrevista vai ao ar nesta segunda-feira, 23, às 23h, na RECORD News.
Rui Costa aponta que o histórico de decisões envolve uma rede de contratos e relações instituídas durante a gestão de Campos Neto. O objetivo é esclarecer quem autorizou cada etapa do processo que culminou na liquidação.
Ainda não há confirmação de resposta oficial por parte da assessoria de Campos Neto. A reportagem acompanha próximos desdobramentos para verificar eventuais reações institucionais.
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