- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, rebateu Lula e disse que quem acusa a gestão de não atender bem prefeitos está “muito enganado”.
- Lula afirmou, em evento na quinta anterior, que Tarcísio não recebe bem os prefeitos dos 645 municípios de São Paulo no Palácio dos Bandeirantes.
- Tarcísio citou limitações orçamentárias e financeiras, mas garantiu criatividade e responsabilidade fiscal para atender aos prefeitos.
- A fala ocorre após a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, com críticas de Haddad a Tarcísio sobre raízes políticas no estado.
- O atrito se soma a ajustes na relação entre o governo estadual e prefeitos, já marcados por mudanças na Casa Civil em janeiro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu nesta segunda-feira (23) críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que ele não recebe prefeitos. Em mensagem direcionada a oposicionistas, ele afirmou que quem acusa o governo estadual de deixar de atender municípios está enganado, citando limitações orçamentárias e a busca por soluções criativas e responsáveis para manter serviços à população.
Lula havia questionado, em evento anterior, o papel do governo de Tarcísio diante dos prefeitos dos 645 municípios do estado, dizendo que o governador não recebe adequadamente gestores de fora da base aliada. O pedido foi feito durante cerimônia associada a ações federais para fortalecer a relação com prefeituras.
A resposta de Tarcísio ocorreu durante agenda de aniversário do Fundo Social do estado. O governador enfatizou que há críticas políticas e que a gestão precisa conciliar orçamento, responsabilidade fiscal e atendimento aos municípios, ressaltando a necessidade de manter a qualidade dos mandatos.
A troca de declarações se insere em um momento de acirramento entre palácios, com desdobramentos pela política paulista após a recente fala de Haddad sobre o governo de São Paulo. Haddad, pré-candidato do PT ao governo, questionou a relação entre Tarcísio e a gestão estadual, citando vínculos com o estado.
A conjuntura também envolve mudanças na gestão da Casa Civil em janeiro, quando o governo substituiu o secretário por um aliado, em meio a insatisfações com a atuação política em relação aos municípios. As disputas fazem parte do cenário de acirramento entre forças políticas locais e nacionais.
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