- Ratinho Júnior abriu mão de disputar a eleição presidencial, decisão sacramentada nas 24 horas que antecederam o anúncio oficial.
- Três fatores teriam motivado a desistência: o apelo da família, negociações para palanques estaduais do PSD e uma possível reaproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- A decisão foi comunicada por meio de nota oficial após o governador conversar com a mulher e os filhos e planejar avisar aliados de primeira hora.
- Há relatos de temor a ataques do bolsonarismo e menções ao caso Master, envolvendo a Copel e contratos publicitários do pai, segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil.
- Mesmo tentando deixar o PL para apoiar a candidatura de Sergio Moro, Ratinho Júnior permaneceu no PSD, mantendo-se no governo do Paraná até o fim da disputa.
Quase 24 horas antes de anunciar oficialmente a candidatura à Presidência, Ratinho Júnior decidiu não seguir com a disputa. O PSD divulgaria a candidatura do governador do Paraná em Brasília, em uma cerimônia prevista para a quarta-feira, 17h, com a presença de aliados e familiares.
Morador de Londrina, Ratinho Júnior reuniu-se com deputados para um almoço de despedida do cargo, mas o tema não foi tratado naquele momento. A decisão começou a surgir na manhã de segunda-feira, quando chegou a circular a possibilidade de retirada da candidatura.
Na tarde de segunda, a equipe de governo confirmou que o anúncio não ocorreria conforme o previsto. Cerca de 15h, circulou a mensagem interna de que a nota oficial confirmaria a saída do atual governador da corrida presidencial.
Motivos e desdobramentos
Segundo apuração da CNN Brasil, três fatores pesaram na decisão de abandonar a chapa. O mais citado foi o apelo da família, mostrado em conversa na noite de domingo com a mulher e os filhos.
Além disso, tramam-se especulações sobre a posição do PSD em relação a negociações de palanques estaduais e uma possível reaproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Autores dos relatos destacam que o caso Master também envolve o tema, com ligações entre a privatização da Copel e contratos publicitários do pai de Ratinho Júnior, já alvo de investigações.
Outros relatos apontam ainda que o governador temia o crescimento da candidatura de Sergio Moro e avaliou, por fim, manter o governo do Paraná até o fim do mandato para enfrentar o avanço de Moro.
Contexto político
Ao saber da negativa do PSL à aliança com Moro, Ratinho Júnior teria tentado negociar a retirada do apoio à candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo aliados, o governador recebeu o veto e decidiu seguir como governador até o término do mandato.
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