- O senador Flávio Bolsonaro classificou a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro como exótica e contraditória e questionou o prazo de 90 dias.
- Ele afirmou que, se a saúde do ex-presidente melhorar, seria incoerente retornar à prisão onde estava piorando.
- Flávio disse que a família vai providenciar assistência de enfermagem ou médica em casa para monitorar o quadro de saúde.
- Michelle Bolsonaro ficará com o marido de forma permanente, para facilitar a identificação de problemas de saúde.
- O senador descreveu o período anterior na polícia como inadequado, citando condições da cela e impacto na saúde mental.
O senador Flávio Bolsonaro classificou como exótica e contraditória a prisão domiciliar humanitária por 90 dias concedida a Jair Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão envolve o ex-presidente e foi anunciada no âmbito do STF. A justificativa é o monitoramento da saúde durante o período.
A avaliação de Flávio é de que uma medida temporária não faz sentido se, ao melhorar, o condenado puder retornar a um local onde a saúde já vinha piorando. O senador disse que o formato da decisão não é claro para ele.
Flávio afirmou que a família deve fornecer assistência médica e de enfermagem em casa para acompanhar o ex-presidente. Michelle Bolsonaro deve acompanhar Jair Bolsonaro permanentemente, facilitando a identificação de eventuais problemas de saúde.
Condições de prisão e saúde mental
O senador descreveu como inadequas as condições vividas pelo ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal, antes da transferência para o 19º Batalhão da PM. Segundo ele, o isolamento agravou o quadro mental e o ambiente era opressivo.
Ele disse ainda que a ida para casa visa reduzir riscos de novos desequilíbrios ou efeitos de medicamentos que poderiam aumentar as chances de quedas ou broncoaspiração. A avaliação é de que o manejo domiciliar pode atenuar esses riscos.
Pontos políticos e direitos humanos
Questionado sobre possível conflito entre o discurso do PL e direitos humanos, Flávio sustenta que o caso é político e já tinha um desfecho previsto por quem iria julgar. Ele afirmou que houve uma condenação pelos adversários, segundo sua visão, em contexto eleitoral.
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