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Governistas criticam recuo de Moraes sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

Governistas criticam decisão de Moraes que concede prisão domiciliar a Bolsonaro, alegando seletividade do sistema e risco de impunidade para gente rica

A forma da execução da pena revela muito sobre a estrutura de poder no Brasil, disse Lindbergh
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  • O ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias, por motivos médicos.
  • Aliados do governo, liderados pela base de apoio de Lula, criticaram a decisão, falando em impunidade e em tratamento mais brando para Bolsonaro.
  • O deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, disse que o caso expõe um funcionamento seletivo do sistema penal e aponta para justiça de classe.
  • O deputado Bohn Gass, do PT do Rio Grande do Sul, vice-líder do governo na Câmara, escreveu que Moraes deveria ter recomendado não usar o aparelho de solda, aludindo ao episódio envolvendo a tornozeleira.
  • O tema gerou continuidade de embates entre base governista e oposição, com foco em como a Justiça aplica punições a diferentes perfis de presos.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias, em decisão divulgada nesta semana. A medida permite que Bolsonaro cumpra o regime em residência particular, por razões médicas. A decisão ocorreu no âmbito do processo envolvendo a substituição da prisão pela domiciliar.

A medida envolve Bolsonaro, a defesa do ex-presidente e o próprio STF. Moraes analisou pedidos anteriores e decidiu pela mudança do regime de cumprimento da pena, mantendo monitoramento e condições médicas para avaliar o retorno a regimes anteriores.

A base do governo de Lula reagiu de forma crítica, apontando aparente seleção no tratamento judicial. Parlamentares destacam que há presos idosos ou com doenças que não recebem a mesma atenção, segundo as falas registradas por seus apoiadores.

Reação da base governista

Lindbergh Farias, deputado do PT, afirmou que o caso expõe um funcionamento seletivo do sistema penal. Segundo ele, há pressão por tratamento mais brando a Bolsonaro, enquanto pessoas em condições similares, especialmente idosos e doentes, não teriam a mesma assistência.

Bohn Gass, também do PT e vice-líder do governo na Câmara, comentou que Moraes poderia ter sugerido medidas alternativas à tornozeleira. A fala dele faz referência a um episódio anterior em que Bolsonaro queimou a tornozeleira eletrônica durante uma tentativa de removê-la.

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