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Diário de campo: árvores que crescem em outras árvores

Casos de inosculação e epífitos revelam árvores que crescem em outra árvore, ligando vida e morte no mesmo tronco

Miniature Scots pine growing six feet up Badenoch, Cairngorms, Scotland
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  • Um pinheiro-anão escapa seis pés acima, crescendo no garfo de uma bétula antiga, em Badenoch, Cairngorms, Escócia, e há outros exemplos semelhantes.
  • Explicação científica: dois tipos de união entre árvores — inosculação (fusão natural de galhos) e epífita (uma planta que vive sobre outra sem sugar seus nutrientes).
  • Na inosculação, galhos se roçam, a casca é usinada e as plantas podem compartilhar vasos de água e nutrientes; é comum dentro da mesma espécie, às vezes entre diferentes.
  • No caso epífito, uma semente cai em madeira decomposta ou fendas de musgo, germina e se apoia na árvore apenas com detritos orgânicos, luz, chuva e ar; pode existir até raízes que desçam até o solo.
  • Em outra ocorrência mostra uma jovem bétula crescendo a partir de uma raiz de um pinheiro antigo, ligando o vivo ao morto.

A exploradora publicação descreve um fenômeno inusitado na região de Badenoch, nos Cairngorms: árvores crescendo a partir de outras árvores. O destaque é um pinheiro escocês em miniatura surgindo seis pés acima, no entalhe de uma bétula antiga.

Ao longo das caminhadas, surgem mais exemplos desse encontro entre espécies. Um sorveiro rowan e uma bétula parecem brotar do mesmo tronco, enquanto um azevinho e uma espinheira-silvestre parecem entrelaçados, levando a uma investigação detalhada das folhas, galhos e cascas.

Especialistas explicam dois processos naturais. Em alguns casos, galhos se roçam ao vento, o que desgasta a casca e provoca fusão entre as árvores, compartilhando vasos e nutrientes. O fenômeno é conhecido como inosculação, ou “árvore marido e mulher” na tradição popular.

O segundo fenômeno é diferente: o que o observador chama de “árvore voadora” é um epífito. Uma semente cai em madeira em decomposição ou fendas cobertas de musgo, germina e se sustenta com luz, chuva e ar, sem consumir nutrientes da árvore hospedeira.

Epífitos comuns incluem samambaias e musgos, com orquídeas entre as opções menos comuns. A situação pode ser passageira, pois o epífito raramente envia raízes para o solo, o que limita seu crescimento e vida útil.

Em outra ocorrência, uma bétula jovem emerge de uma garra de raiz de um pinheiro escocês antigo, criando um encontro inusitado entre vida e madeira morta. Nesse caso, a união envolve não apenas espécies distintas, mas o vivo e o já inerte.

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