- Claudio Castro renunciou ao governo do Rio de Janeiro nesta segunda-feira para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro.
- Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, assume interinamente o governo; o processo prevê eleição indireta pelos 70 deputados estaduais em até 30 dias, com mandato-tampão.
- O vice-governador Thiago Pampolha saiu de cargo no Tribunal de Contas do Estado; o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está licenciado desde 10 de dezembro de 2025.
- Bacellar foi preso durante a Operação Unha e Carne, e houve vazamento de informações sigilosas segundo investigações que embasaram a decisão do STF de afastá-lo.
- O TSE retoma, nesta terça-feira, o julgamento sobre inelegibilidade de Castro por abuso de poder político e econômico na eleição de 2022; o placar atual é 2 a 0, faltando cinco votos; a acusação envolve contratações irregulares na Ceperj e na Uerj, com 27.665 servidores e gastos de 248 milhões.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, renunciou ao cargo nesta segunda-feira para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro. Com a saída, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo.
A substituição ocorre porque o vice-governador Thiago Pampolha ocupou vaga no TCE-RJ em 2025 e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está licenciado desde dezembro de 2025. Bacellar foi preso na operação Unha e Carne, da PF, e teve licença renovada pelo STF.
O STF ordenou a decisão para afastar Bacellar e manter a licença, enquanto o TJRJ precisa organizar uma eleição indireta em dois dias para que 70 deputados escolham um nome para o governo até o mandato-tampão, até outubro.
Réu
Claudio Castro responde a processo no TSE que pode levar à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico na campanha de 2022. O TSE retomará o julgamento nesta terça-feira, às 19h, com voto já em 2 a 0 pela cassação; faltam cinco votos.
O TSE julga ainda Thiago Pampolha, Rodrigo Bacellar e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj. Os acusados são investigados por irregularidades em contratações na Ceperj e na Uerj, segundo o Ministério Público Eleitoral.
A acusação aponta vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários e na descentralização de projetos para enviar recursos a entidades desvinculadas da administração pública. Estima-se que 27.665 pessoas tenham sido contratadas, totalizando 248 milhões de reais.
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