- AtlasIntel para Bloomberg News aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno, 47,6% a 46,6%, dentro da margem de erro de 1 ponto percentual.
- É a primeira vez que o senador fica na dianteira em uma pesquisa deste cenário, após ficar 12 pontos atrás quando lançou a candidatura, em dezembro.
- A coleta ocorreu com 5.028 brasileiros entre os dias 18 e 23 de março.
- Lula enfrenta arrefecimento da economia e ataques de adversários, além de tentar mitigar impactos da alta do petróleo e distanciar-se de instituições envolvidas no escândalo do Banco Master.
- A taxa de desaprovação de Lula chegou a 54% em março, o menor índice de aprovação, 46%.
O pré-candidato Flávio Bolsonaro aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno, segundo levantamento da AtlasIntel encomendado pela Bloomberg News. O registro aponta Flávio com 47,6% das intenções de voto, frente a 46,6% para Lula, dentro da margem de erro de 1 ponto percentual. A pesquisa foi divulgada nesta semana.
Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, não repetiu vantagem histórica recente. O levantamento indica virada pela primeira vez em um cenário de segundo turno, após o lançamento da campanha de Flávio em dezembro. A liderança ocorre em meio a uma postura de alinhamento com o movimento conservador.
Lula, de 80 anos, enfrenta sinais de arrefecimento econômico e maior atrito político com adversários nas primeiras semanas de campanha. A pesquisa também aponta queda na popularidade do presidente, com 54% de desaprovação em março e 46% de aprovação, indicador mais baixo em quase um ano.
A AtlasIntel ouviu 5.028 brasileiros entre 18 e 23 de março, em metodologia anunciada pela instituição. O estudo busca mapear cenários eleitorais para outubro, incluindo cenários de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Entre os fatores mencionados na conjuntura, a alta dos preços do petróleo, associada a tensões geopolíticas, é citada como um desafio para a economia. Lula também busca distanciar-se de instituições envolvidas em um escândalo financeiro que atingiu o Banco Master, após seu colapso no ano anterior.
O levantamento também aponta que a distância entre os candidatos pode oscilar conforme o cenário econômico e o andamento da campanha. A divulgação ocorreu de forma coordenada com a Bloomberg News, reforçando a leitura de um ambiente cada vez mais competitivo para as eleições de outubro.
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