- Auditores do Tribunal de Contas da União recomendam investigação sobre a atuação do governo do Distrito Federal, chefiado por Ibaneis Rocha, na tentativa de aquisição do Master pelo BRB, apontando uso do TCU para pressionar o Banco Central.
- O relatório da AudBancos aponta indícios de falta de diligência e possível gestão temerária por parte do BRB e do GDF, controlador do banco, na operação.
- Governo do Distrito Federal nega ter pressionado o Banco Central e afirma que o acionamento do TCU foi exercício legítimo do direito de petição; BRB é visto como governança independente.
- Documentos foram tornados públicos pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado; a auditoria registra protocolos em 2 de setembro de 2025 e 3 de setembro de 2025 para monitorar ou acelerar a análise.
- A negociação envolvia pagamento estimado de R$ 2 bilhões a Daniel Vorcaro, controlador do Master; BRB teria aceitado ativos de nomenclatura genérica “Diversos” no valor de R$ 11,9 bilhões sem comprovação de existência ou qualidade, segundo a AudBancos.
O Tribunal de Contas da União (TCU) indicou a necessidade de apurar a atuação do governo do Distrito Federal (GDF) no episódio envolvendo a tentativa de aquisição do Master pelo BRB. Técnicos da AudBancos sustentam que houve pressão para que o Banco Central aprovasse a operação.
A área técnica aponta indícios de falta de diligência e gestão temerária por parte do BRB, controlador do banco distrital, e do GDF. A ideia seria usar o TCU como instância recursal para reverter o indeferimento técnico do BC.
Segundo o relatório, o GDF teria acionado o TCU para monitorar o prazo de análise do BC a fim de evitar suposta omissão administrativa. Em seguida, houve pedido de medida liminar para suspender a decisão do BC.
Governo do DF nega pressão ao BC
O governo do DF, controlador do BRB, rechaça qualquer tentativa de pressão sobre o Banco Central. Alega ter atuado dentro do direito de petição e que as medidas visaram resguardar o patrimônio do BRB devido à demora regulatória.
O GDF afirma que o BRB tem governança robusta e atua com independência. Alega que as tratativas comerciais estavam dentro de um processo regular de estruturação de negócios e que não houve violação de princípios da administração pública.
Detalhes da operação alvo da auditoria
A auditoria destaca que o BRB, do qual o DF detém 96% das ações, prosseguiu com negociações mesmo após indícios de fraudes no Master. A investigação menciona possível destravamento de uma operação estimada em 2 bilhões de reais para o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Master.
O relatório aponta ainda que o BRB aceitou negociar ativos avaliados em 11,9 bilhões de reais sem comprovação adequada. A AudBancos encaminhou cópia das informações ao TCDF e ao MPDFT para apurar irregularidades e danos ao erário.
Status e próximos passos
Os técnicos recomendaram que órgãos competentes promovam apurações formais sobre eventuais irregularidades e danos ao patrimônio público. O documento foi Tornado público nesta semana pela CAE do Senado, destacando a necessidade de transparência no caso.
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