- O Tribunal Superior Eleitoral julgou Cláudio Castro inelegível, decisão publicada nesta terça-feira, 24, por voto de cinco a dois.
- Apesar da inelegibilidade, a candidatura de Castro ao Senado continua em jogo, com recurso e possibilidade de embargos de declaração; caso sejam rejeitados, há plano de levar ao Supremo Tribunal Federal.
- A definição sobre quem liderará a eventual chapa envolve diretamente Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, com expectativa de decisão até maio.
- Internamente, o PL admite que a palavra final pode caber aos Bolsonaro, e avalia alternativas como o deputado Sóstenes Cavalcante, hoje líder do PL na Câmara.
- A escolha também depende de alinhamento com outros partidos de direita no Rio de Janeiro, para evitar divisões no campo conservador, já com uma vaga ao Senado ocupada por Marcio Canella (União Brasil) com apoio do PL.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) permanece candidato ao Senado, mas a decisão final caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Dirigentes do PT avaliam que a definição deve ocorrer até maio.
Castro afirmou à CNN manter a candidatura, mesmo após o TSE ter torná-lo inelegível. Ele disse que recorrerá da decisão à própria Corte eleitoral.
O PL afirma publicamente que não busca uma alternativa a Castro e que aguardará os efeitos dos recursos. Nos bastidores, porém, há expectativa de que Bolsonaro tenha a palavra final.
Cenário interno do partido
Entre os nomes avaliados internamente está Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, que busca viabilizar-se como alternativa à Presidência da Câmara. Bolsonaro já teria considerado essa possibilidade em duas ocasiões.
A definição depende também de alinhamento com outras forças de direita no estado. A estratégia visa evitar divisões no campo conservador, especialmente diante da vaga já reservada a Marcio Canella (União Brasil), com apoio do PL.
A decisão de manter Castro foi anunciada após o TSE decidir, por 5 votos a 2, pela inelegibilidade do ex-governador. A maioria acompanhou a relatora Isabel Gallotti, que apontou abuso de poder político na cúpula do Rio.
Caso haja embargos de declaração, a defesa pretende apresentá-los para esclarecer pontos da decisão. Se rejeitados, o caminho pode ser o STF.
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