- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Marco Rubio que o Brasil é contra classificar PCC e CV como terroristas.
- Vieira disse à GloboNews que a posição brasileira foi apresentada ao secretário de Estado dos Estados Unidos em conversa telefônica.
- O governo de Donald Trump defendia a mudança na classificação; Lula já havia discutido o tema com Trump durante viagem à Malásia.
- Vieira explicou que o Brasil não considera organizações criminosas como terroristas, distinguindo crime organizado de terrorismo, com motivações diferentes.
- O chanceler destacou a intenção de ampliar a cooperação com os Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas e armas, incluindo iniciativas concretas para reduzir crimes transnacionais.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (25) que informou ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que o Brasil é contra classificar o PCC e o CV como organizações terroristas.
Vieira disse, em entrevista à GloboNews, que o governo brasileiro não entende as organizações criminosas como terroristas, distinguindo-as por objetivos de lucro em vez de motivações políticas. A fala ocorreu durante ligação com Rubio.
O chanceler ressaltou a importância de ampliar a cooperação com os EUA no combate ao tráfico de drogas e de armas, incluindo propostas para um acordo de cooperação em crimes transnacionais. Vieira destacou iniciativas conjuntas já em andamento.
Contexto diplomático
Durante a conversa, o ministro enfatizou que a maior parte das armas usadas por criminosos no Brasil tem origem nos Estados Unidos, o que reforça a necessidade de ações conjuntas para enfrentar o crime transnacional e o uso de recursos ilícitos.
Ainda segundo Vieira, o Brasil busca medidas concretas para coibir o tráfico, o consumo de drogas e o contrabando de armas, além de enfrentar crimes financeiros associados ao crime organizado.
Em maio do ano passado, o governo Lula informou ao chefe interino da Coordenação de Sanções dos EUA, David Gamble, que não pretendia classificar o PCC e o CV como terroristas, avaliando que a mudança poderia abrir brechas para intervenção externa.
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