Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil não classifica PCC e CV como terroristas, diz Vieira a Rubio

Brasil mantém posição de não classificar PCC e CV como terroristas; Vieira defende cooperação maior com os EUA no combate ao tráfico e armas

Em conversa recente com Rubio, chanceler disse ter reafirmado que o Brasil é contra classificar PCC e CV como terroristas. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Marco Rubio que o Brasil é contra classificar PCC e CV como terroristas.
  • Vieira disse à GloboNews que a posição brasileira foi apresentada ao secretário de Estado dos Estados Unidos em conversa telefônica.
  • O governo de Donald Trump defendia a mudança na classificação; Lula já havia discutido o tema com Trump durante viagem à Malásia.
  • Vieira explicou que o Brasil não considera organizações criminosas como terroristas, distinguindo crime organizado de terrorismo, com motivações diferentes.
  • O chanceler destacou a intenção de ampliar a cooperação com os Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas e armas, incluindo iniciativas concretas para reduzir crimes transnacionais.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (25) que informou ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que o Brasil é contra classificar o PCC e o CV como organizações terroristas.

Vieira disse, em entrevista à GloboNews, que o governo brasileiro não entende as organizações criminosas como terroristas, distinguindo-as por objetivos de lucro em vez de motivações políticas. A fala ocorreu durante ligação com Rubio.

O chanceler ressaltou a importância de ampliar a cooperação com os EUA no combate ao tráfico de drogas e de armas, incluindo propostas para um acordo de cooperação em crimes transnacionais. Vieira destacou iniciativas conjuntas já em andamento.

Contexto diplomático

Durante a conversa, o ministro enfatizou que a maior parte das armas usadas por criminosos no Brasil tem origem nos Estados Unidos, o que reforça a necessidade de ações conjuntas para enfrentar o crime transnacional e o uso de recursos ilícitos.

Ainda segundo Vieira, o Brasil busca medidas concretas para coibir o tráfico, o consumo de drogas e o contrabando de armas, além de enfrentar crimes financeiros associados ao crime organizado.

Em maio do ano passado, o governo Lula informou ao chefe interino da Coordenação de Sanções dos EUA, David Gamble, que não pretendia classificar o PCC e o CV como terroristas, avaliando que a mudança poderia abrir brechas para intervenção externa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais