- Caminhoneiros decidiram não fazer paralisação nacional após reunião no Planalto com o ministro Guilherme Boulos, após o governo atender ao piso mínimo do frete.
- Governo afirmou que a demanda foi atendida por meio de medida provisória, com novas regras de fiscalização e punição para empresas que desrespeitarem a tabela.
- Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, disse que greve não é ferramenta diante de diálogo e conquistas já alcançadas.
- Mesmo sem greve, a mobilização segue no Congresso para manter a medida provisória sem alterações que fortaleçam as conquistas, diante da pressão de grandes embarcadores.
- Medidas anunciadas preveem punições mais rígidas, travamento do CIOT para frete abaixo do piso e ampliação da fiscalização eletrônica para cem por cento dos fretes, com implementação pela ANTT em até trinta dias.
Representantes da categoria de caminhoneiros decidiram não realizar greve nacional após reunião nesta quarta-feira no Planalto com o ministro Guilherme Boulos. A decisão ocorreu após o governo atender à principal demanda: o piso mínimo do frete terá garantia por meio de uma medida provisória, com novas regras de fiscalização.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos, Luciano Santos, afirmou que o diálogo com o governo torna inviável uma paralisação neste momento. Segundo ele, a greve ocorre quando há perda de pauta, não quando há avanço das conquistas.
O Ministério da Secretaria-Geral da Presidência destacou que o acordo inclui instrumentos para monitorar o cumprimento da tabela de frete e punir empresas que desrespeitarem o piso. A MP também amplia mecanismos de fiscalização.
Mobilização no Congresso
Apesar da decisão de não parar, os caminhoneiros informaram que manterão a mobilização junto aos parlamentares para assegurar a manutenção da MP sem alterações que prejudiquem as conquistas, especialmente frente à pressão de embarcadores.
Guilherme Boulos avaliou que a resposta das lideranças demonstra responsabilidade. O ministro disse que a atuação rápida do governo tornou despropositada uma greve diante das pautas atendidas.
Entre as medidas anunciadas, a MP prevê punições mais severas para o descumprimento da tabela, com suspensão cautelar e possibilidade de cancelamento do RNTRC. A fiscalização eletrônica passará a cobrir 100% dos fretes.
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