- Gilberto Kassab anunciou nesta quarta-feira (25) sua saída do cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo.
- Motivo oficial é dedicar-se às atividades partidárias, mas analista aponta relação estremecida com o governador Tarcísio de Freitas.
- Tensão envolve a estratégia de Kassab de atrair para o PSD o espólio eleitoral do PSDB em São Paulo, o que deixou o PSD com mais de duas centenas de prefeituras e irritou siglas da base.
- Ambições divergentes pesam: Kassab queria ser vice de Tarcísio para, depois, assumir o governo em dois mil e trinta e possível candidatura presidencial; há distanciamento com o vice-governador Felício Ramut, também do PSD.
- Mesmo com desgastes, o PSD continuará no governo e integrará a coligação de apoio a Tarcísio, já que, segundo analista, Kassab não tem outra alternativa no momento.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, anunciou nesta quarta-feira (25) que deixa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo. A decisão oficial afirma que a saída destina-se a dedicar-se às atividades partidárias. O movimento ocorre em meio a tensões entre Kassab e o governador Tarcísio de Freitas.
Segundo análise política, o rompimento tem relação com divergências sobre projetos presidenciais e com a estratégia de Kassab de ampliar a atuação do PSD no estado. O analista aponta que Kassab buscava atrair o eleitorado do PSDB para o PSD, o que teria provocado atritos entre as lideranças.
O PSD viveu reforço institucional com a atuação de Kassab, que consolidou o partido como o maior do estado, com mais de 200 prefeituras. No entanto, esse desempenho gerou descontentamento entre outras siglas da base de apoio do governo.
Tensões entre Kassab e Tarcísio
Entre as motivações para o afastamento, constam a ambição de Kassab de compor como vice de Tarcísio para futuras candidaturas e a percepção de desalinhamento entre as trajetórias políticas de Kassab e do governador, que apoia outra linha presidencial.
Além disso, o distanciamento entre Kassab e o atual vice-governador de São Paulo, Felício Ramut, também é citado como fator de desgaste, ainda que Ramut seja visto como aliado estratégico do PSD. O comunicado oficial não detalha esse ponto.
Apesar da saída, o PSD continuará integrado ao governo paulista e permanece na coalizão de apoio a Tarcísio, segundo avaliação do analista, que aponta que a legenda não encontra outra alternativa neste momento.
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