Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Senado aprova projeto de lei que criminaliza a misoginia

Senado aprova lei que criminaliza a misoginia, com penas de dois a cinco anos, inserida na Lei do Racismo, e encaminha o texto à Câmara para avaliação

Vítimas de violência doméstica podem apresentar um sinal vermelho na mão para alertar que estão vivendo uma situação de vulnerabilidade
0:00
Carregando...
0:00
  • Senado aprovou projeto que criminaliza a misoginia, incluindo o delito entre crimes de preconceito e discriminação na Lei do Racismo; texto segue para a Câmara.
  • Definição: misoginia é conduta baseada na crença na supremacia do gênero masculino; prevê penas de 2 a 5 anos de prisão.
  • Autora da proposta, a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), relatou receber agressões na internet por defender o projeto.
  • A relatora, senadora Soraya Tronicke (Podemos-MS), destacou crescimento dos feminicídios e citou levantamento de 2025 apontando 6.904 vítimas de feminicídio ou tentativas.
  • A oposição pediu alterações para excluir punições em casos de liberdade de expressão ou motivos religiosos, mas as mudanças foram rejeitadas; o texto segue para a Câmara dos Deputados.

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 24, o projeto de lei que criminaliza a misoginia, ou seja, o ódio às mulheres. A medida classifica o preconceito contra o gênero feminino como crime, integrando-o aos dispositivos da Lei do Racismo.

O texto define misoginia como conduta baseada na crença de superioridade masculina. As penas previstas variam de 2 a 5 anos de prisão, nos casos em que a prática configura violência ou discriminação contra mulheres.

A autora da proposta é a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). Ela relatou ter recebido mensagens de ódio e ameaças em razão de sua atuação em defesa do projeto.

A relatora, senadora Soraya Tronicke (Pode_MS), destacou o aumento dos feminicídios e de agressões motivadas por desprezo às mulheres, defendendo a necessidade de criminalizar a misoginia.

Segundo Tronicke, em 2025 ocorreram 6.904 vítimas entre tentativas e casos consumados de feminicídio, conforme levantamento da UEL, o que sustenta a aprovação da medida.

A oposição pediu alterações para excluir punição em casos de liberdade de expressão ou motivos religiosos, mas as mudanças foram rejeitadas pelo plenário.

Desdobramentos e próximos passos

Agora o texto seguirá para a Câmara dos Deputados, onde será discutido e votado. A tramitação é essencial para a entrar em vigor caso seja aprovada na etapa seguinte.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais