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Advogada comenta relógio que avisa aproximação de agressor de mulher

Relógio de alerta para aproximação de agressor com tornozeleira amplia proteção a mulheres, segundo advogada, destacando necessidade de políticas públicas efetivas

Governo Federal anuncia novo projeto para proteger vítimas de violência doméstica
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  • Governo federal inicia projeto piloto para aumentar a proteção de vítimas de violência doméstica, incluindo um relógio que emite sinal de alerta às autoridades quando o agressor com tornozeleira se aproxima.
  • O dispositivo alerta o sistema de proteção para ações imediatas, buscando impedir novas ocorrências de violência.
  • Thais Cremasco, coordenadora do núcleo de violência contra a mulher da OAB-SP, afirma que a medida pode fortalecer a efetividade das medidas protetivas e a segurança das vítimas.
  • Ela destaca que, mesmo com leis existentes, medo e vergonha ainda impedem denúncias, enfatizando a necessidade de políticas públicas que garantam proteção efetiva.
  • Cremasco também afirma que a denúncia pode ser anônima e que a omissão de socorro por pessoas próximas é uma preocupação, reforçando a importância da atuação da sociedade no combate à violência.

O governo federal iniciou um projeto piloto para ampliar a proteção de vítimas de violência doméstica. O foco é um relógio que envia um sinal de alerta às autoridades quando o agressor, monitorado por tornozeleira eletrônica, se aproxima da vítima. A medida visa reforçar a efetividade das medidas protetivas.

A iniciativa foi apresentada em âmbito federal como parte de ações para reduzir riscos à integridade de mulheres em vulnerabilidade. O dispositivo busca acelerar a atuação policial e de assistência social diante de situações de ameaça, aumentando a sensação de segurança das vítimas.

Thais Cremasco, coordenadora do núcleo de violência contra a mulher da OAB-SP, comentou sobre a importância da proposta em entrevista ao Conexão Record News. Ela destaca que o relógio pode tornar reais as medidas protetivas, oferecendo respaldo imediato às mulheres.

Para a advogada, ainda existem obstáculos de denúncia. Ela aponta que muitas mulheres sentem medo ou vergonha de pedir ajuda, mesmo com leis de proteção vigentes. Cremasco reforça que a denúncia pode ocorrer de forma anônima, e que a omissão de socorro por parte de terceiros também é um desafio.

Avaliação e próximos passos

Ela ressalta a necessidade de políticas públicas em implementação para garantir proteção efetiva e encorajar denúncias. A especialista enfatiza que a participação de toda a sociedade é essencial no combate à violência contra a mulher, para além de medidas judiciais específicas.

O governo ainda não detalhou cronogramas ou critérios técnicos completos do piloto, mas afirma que a ferramenta depende de integração entre órgãos de segurança e assistência. A expectativa é reduzir incidentes e ampliar a resposta institucional às ocorrências.

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