- A CPMI do INSS não encerra o texto do relator Alfredo Gaspar (PL-AL) e a leitura do relatório ficou marcada para esta sexta-feira (27), último passo antes da votação.
- A base governista apresentará uma versão alternativa, dificultando a aprovação do texto original.
- O documento original, com mais de 5.000 páginas, pode não ser aprovado, o que abriria a possibilidade de nomeação de um novo relator pela maioria, segundo o PT.
- O STF derrubou a prorrogação da CPMI por 8 a 2, mantendo o prazo para concluir os trabalhos até sábado (28).
- A CPMI, instalada em agosto de 2025, investiga fraudes em benefícios do INSS entre 2019 e 2024, com desvio estimado de cerca de R$ 6,3 bilhões.
A CPMI do INSS enfrenta impasse antes da leitura do relatório, prevista para esta sexta-feira. O objetivo é consolidar um texto único que subsidiará a votação que encerra as investigações sobre fraudes em benefícios de aposentados e pensionistas. A comissão tem prazo até sábado para concluir os trabalhos.
No centro da disputa está o texto elaborado pelo relator Alfredo Gaspar, do PL-AL. Deputados da base do governo devem apresentar uma versão alternativa, o que pode inviabilizar a aprovação do relatório. A presidência busca consenso entre os parlamentares para manter o documento original.
A leitura do relatório, marcada para hoje em Brasília, ocorre após decisão do STF que derrubou a prorrogação automática do prazo da CPMI. A Corte mostrou-se favorável a encerrar os trabalhos sem prorrogação, mantendo o calendário estabelecido pelos juristas.
Situação na CPMI
De acordo com integrantes da bas e governista, o relatório alternativo está pronto e centra-se em nove núcleos operacionais que atuaram na fraude. O objetivo é demonstrar, com documentos, as mudanças ocorridas a partir de 2021, segundo Paulo Pimenta.
Entre os críticos do texto original, o deputado Rogério Correia afirma que, se o relatório não for aprovado pela maioria, o presidente Carlos Viana pode nomear um novo relator indicado pela maioria. Correia classifica essa possibilidade como improvável, porém não a descarta.
O presidente da CPMI, Carlos Viana, reiterou a intenção de buscar consenso para aprovar o relatório original, que soma mais de 5 mil páginas. A ideia é esclarecer responsabilidades no esquema que desviou cerca de 6,3 bilhões de reais de benefícios.
Decisão do STF
O plenário da Suprema Corte reconheceu, por 8 votos a 2, a não prorrogação do prazo. A decisão ocorreu após a negativa de Mendonça em prorrogar a CPMI diante da ausência de posicionamento do Congresso. A Justiça manteve o calendário definido.
Nesta quinta-feira, a CPMI aprovou requerimentos para convocar novas testemunhas e realizar quebras de sigilo, mas, com a decisão do STF, as diligências passaram a seguir para arquivamento caso não avancem. A comissão foi instalada em agosto de 2025 para apurar fraudes ocorridas entre 2019 e 2024.
Próximos passos
Caso o texto original seja aprovado, a leitura de hoje sinaliza o caminho para a votação final. Caso contrário, a CPMI poderá encerrar sem relatório, conforme avisado por alguns parlamentares. A apuração, contudo, pode seguir por outros caminhos institucionais.
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