- Nesta semana entrou em vigor a lei que institui o ECA Digital, criando diretrizes para ampliar a proteção de menores no mundo virtual e estabelecendo obrigações para plataformas que atuam no Brasil.
- O tema foi discutido no evento Tela Consciente 2026, da Meta, com foco no uso consciente de telas por jovens entre 13 e 18 anos e no papel do controle parental.
- O Instagram passou a oferecer supervisão de contatos, limitação de conteúdo e controle de tempo de uso, incluindo modo descanso das 22h às 7h e filtro para conteúdos ofensivos.
- Os pais terão acesso a parte de informações, como quem enviou mais mensagens privadas, mas não ao conteúdo dessas mensagens, preservando a privacidade dos adolescentes.
- A especialista Karina Queiroz ressalta que a confiança e o diálogo na família são essenciais, destacando a importância de delimitar o tempo de tela, estabelecer combinados e manter presença real.
Nesta semana, a ECA Digital entrou em vigor no Brasil, instituindo diretrizes para ampliar a proteção de menores no mundo virtual. Em paralelo, a Meta realizou o evento Tela Consciente 2026, com debates sobre uso responsável de telas por jovens de 13 a 18 anos e o papel do controle parental nas redes sociais.
O objetivo é esclarecer como plataformas devem agir para proteger adolescentes e quais obrigações as empresas precisam cumprir. A mobilização envolve governos, empresas de tecnologia e famílias, apontando para políticas públicas mais firmes e investimentos em segurança online.
O evento ocorreu no momento em que as plataformas passam por mudanças significativas, especialmente para o público jovem. Essas mudanças incluem ferramentas de supervisão, limites de conteúdo e controle de tempo de uso.
Mudanças significativas
O Instagram passou a oferecer supervisão de contatos, restrições de conteúdo e limite de tempo de uso, com modo descanso que bloqueia o app entre 22h e 7h. Questões de privacidade seguem em debate.
Os pais passam a ter acesso a informações parciais, como quem mandou mais mensagens privadas, sem ver o conteúdo das mensagens. A ideia é equilibrar proteção com respeito à privacidade dos adolescentes.
O papel da família
A orientação central continua sendo a participação ativa dos responsáveis. Conhecer os interesses do filho e o que ele consome online e offline é fundamental para o acompanhamento.
Delimitar o tempo de tela, estabelecer acordos claros e manter presença real são apontados como três ferramentas-chave. O diálogo é destacado como o primeiro filtro de segurança.
Essa construção de confiança se dá desde a infância, com conversas constantes. Segundo especialistas, acompanhar com diálogo difere da vigilância excessiva e é bem aceito por jovens quando há transparência.
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