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Relator da CPMI do INSS pedirá 227 indiciamentos e diz que presidente quer proteger Lula

Relator envia relatório com mais de cinco mil páginas e 227 indiciamentos; STF decide prorrogação da CPMI por até 120 dias

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, criticou bastante o Supremo
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  • O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, informou que o relatório está quase pronto e aponta mais de 227 indiciados, entre empresários e políticos.
  • O destino das investigações depende de decisão do plenário físico do Supremo Tribunal Federal sobre a prorrogação da CPMI por até 120 dias.
  • O STF analisa manter ou derrubar a prorrogação, após Edson Fachin levar o caso ao plenário para manifestação pública.
  • Gaspar criticou a atuação do STF e do governo, afirmando que a intervenção do Planalto pode impactar as investigações e citando o envolvimento de familiares do presidente.
  • Em qualquer cenário, Gaspar disse que o relatório será entregue, com leitura prevista e possível reunião de emergência da CPMI para votação do documento final.

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou nesta quinta-feira um relatório com mais de 5.000 páginas e lista de 227 indiciados, entre empresários e políticos. O material está praticamente pronto e deve ser lido amanhã, caso o STF não prorrogue a comissão.

O destino das investigações sobre o esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados depende de decisão do plenário físico do STF. O tribunal discute se mantém ou derruba a prorrogação da CPMI por até 120 dias, conforme pediu o ministro André Mendonça.

O presidente do STF, Edson Fachin, levou a questão ao plenário para que os ministros se manifestem publicamente, aumentando a pressão sobre o tribunal. A expectativa é que a decisão defina o ritmo dos trabalhos da comissão.

Gaspar criticou o STF e o governo federal, afirmando que a interferência do Palácio do Planalto representa o principal risco ao andamento das investigações. Segundo ele, o governo está sensível à citação de um determinado filho do presidente.

O relator acusou o STF de agir conforme conveniências e afirmou que a sociedade verá quem apoia as investigações. Ele destacou a importância do aprofundamento do conjunto probatório contido no relatório.

Relatório será divulgado de qualquer forma, disse Gaspar. Mesmo sem a prorrogação, a leitura está prevista para amanhã, com mais de 227 indiciamentos entre indiciados de diversos setores.

A presidência da CPMI admite a possibilidade de uma reunião de emergência neste sábado para votar o documento final, se o STF aprovar a prorrogação. O foco do relator é o sistema financeiro envolvido no esquema.

Acordo no horizonte

Gaspar sinalizou movimento político nos bastidores para uma solução negociada, independentemente do veredito do STF. Há mensagens sobre acordos intermediários entre diferentes lideranças partidárias, com prazos variados para prorrogação.

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