Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STF encerra CPMI do INSS e acelera votação

STF encerra CPMI do INSS sem prorrogação; comissão corre para votar o relatório até o prazo, com indiciamentos possíveis conforme o texto

Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, após julgamento sobre a prorrogação dos trabalhos no STF. (Foto: Ana Carolina Curvello/ Gazeta do Povo)
0:00
Carregando...
0:00
  • STF decidiu não prorrogar a CPMI do INSS, obrigando votação do relatório antes do prazo final deste sábado (28).
  • O presidente da CPMI, Carlos Viana, quer leitura do relatório nesta sexta-feira (26) e tentativa de votação no mesmo dia; não descartando o desfecho para sábado se houver pedido de vista.
  • O relatório, segundo o relator Alfredo Gaspar, deve ser técnico e pode ter cerca de cinco mil páginas e indicar aproximadamente 228 pessoas por desvios no INSS; a votação pode incluir destaques.
  • A estratégia é tentar um acordo mínimo entre base governista e oposição para aprovar ao menos parte do texto, com possibilidade de destaques em pontos sensíveis.
  • Há também a possibilidade de citar Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) no relatório; a Polícia Federal investiga ligações dele com o esquema e com o empresário conhecido como Careca do INSS.

A decisão do STF de não prorrogar a CPMI do INSS deslocou o ritmo da comissão. Parlamentares afirmam que não há espaço para novas diligências e que o relatório deve ser votado de imediato ou a comissão encerra sem conclusões formais. O prazo se encerra neste sábado (28).

O presidente da CPMI, Carlos Viana, disse que a leitura do relatório deve ocorrer nesta sexta-feira (26) com votação no mesmo dia, caso haja consenso. Se houver pedido de vista, o desfecho pode ficar para sábado. Gaspar, o relator, reforçou que não há margem para novas diligências.

A estratégia atual é buscar acordo mínimo entre base governista e oposição para aprovar pelo menos parte do texto, com possíveis destaques em pontos sensíveis, como pedidos de indiciamento. Destaques são votados separadamente.

Caso haja pedido de vista, a votação do texto final pode ocorrer no sábado, conforme decisão colegiada. A condução do processo passa, portanto, por uma definição rápida do conteúdo que será levado ao plenário.

Repercussões e clima político

A decisão provocou reação de parlamentares que defendem a continuidade das investigações e criticam o escrutínio da atuação do STF. Eles destacam que a CPMI foi criada para apurar desvios no INSS e responsabilizações devem ocorrer.

O presidente da CPMI reiterou que a leitura do relatório é técnica e baseada em fatos, independentemente do cenário político. Embora haja críticas, ele reconhece a validade de críticas sobre vazamentos, desde que seja identificada a origem.

O deputado Marcel van Hattem, autor do pedido de prorrogação, disse que o quadro dificulta a apuração e acusa resistência à Constituição. Ele aponta maioria contra o trabalho da CPI e, segundo ele, contra a investigação dos desvios.

O que pode constar no relatório

O relator Alfredo Gaspar informou que finaliza ajustes para entregar o relatório no prazo. A expectativa é que o documento tenha cerca de 5 mil páginas e indique cerca de 228 indicados a responsabilização, incluindo empresários, operadores financeiros, servidores e agentes políticos.

Gaspar afirmou que o relatório trará responsabilizações independentemente da reação no plenário, ressaltando que “quem quiser pode fazer paralisações”. Ele assegurou que o trabalho de investigação foi consistente.

Entre os aspectos em análise estão ligações com o esquema de crédito consignado e fraudes contra aposentados, com referências a investigações da Polícia Federal. O material aponta movimentações financeiras suspeitas envolvendo instituições bancárias.

Possível menção a Lulinha no relatório

Existe a possibilidade de o nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, constar no relatório. A PF investiga a relação dele com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como operador de fraudes. A defesa afirma que a mudança para a Espanha ocorreu antes da deflagração da operação Sem Desconto.

A PF e a CPMI atuam em paralelo para esclarecer a saída de Lulinha do Brasil. Uma linha de apuração considera a viagem como possível fuga diante do avanço das investigações. A defesa argumenta que a mudança foi planejada já em 2024, com providências administrativas em 2025.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais