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STF tem maioria para derrubar prorrogação da CPMI do INSS

STF forma maioria para derrubar a prorrogação da CPMI do INSS; encerramento da comissão deve ocorrer até sábado, com Mendes e Fachin ainda sob análise

Ministros do STF durante sessão plenária, em Brasília
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  • O STF formou maioria, seis a dois, para derrubar a liminar de André Mendonça que prorrogava a CPMI do INSS, encerrando a comissão até o próximo sábado, vinte e oito de março.
  • Os ministros favoráveis à derrubada foram Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúlia; o relator e Luiz Fux defendiam a prorrogação.
  • Ainda faltam os votos de Gilmar Mendes e Edson Fachin, que podem pedir vista, mantendo aberta a prorrogação até decisão final.
  • A CPMI já tinha apresentado mandado de segurança ao STF para manter os trabalhos; Mendonça havia autorizado a prorrogação reconhecendo omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • O relator Alfredo Gaspar informou que, se o STF não confirmar a extensão do prazo, lerá o parecer final nesta sexta-feira, estimando indiciar mais de duzentas pessoas com relatório que já tem mais de cinco mil páginas.

O STF formou maioria nesta quinta-feira para derrubar a liminar que prorroga a CPMI do INSS. A decisão encerra, na prática, a comissão até o próximo sábado. A votação ficou 6 a 2 pela derrubada, com os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúcia favoráveis ao fim da prorrogação. Restam os votos de Gilmar Mendes e Edson Fachin, que poderão pedir vista.

O relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da prorrogação. A cúpula da CPMI recorreu ao STF, alegando continuidade dos trabalhos por meio de mandado de segurança, após reconhecida omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Mendonça havia autorizado a prorrogação em decisão monocrática.

Encerramento da CPMI

Na manhã desta quinta, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), disse que, se o STF não mantivesse a prorrogação, leria o relatório final na sexta-feira. Segundo Gaspar, o parecer pode indicar indiciamento de mais de 200 pessoas, com o documento já passando de 5.000 páginas.

Avanço sobre o Caso Master

Instalada em agosto de 2025, a CPMI investiga fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. Nos últimos meses, o foco passou a recair sobre o Caso Master, ligado a irregularidades em consignados de bancos ligados aos benefícios. A apuração já mostrou que aposentados contrataram cerca de R$ 701,2 milhões em crédito consignado entre 2023 e 2025.

Dados e desdobramentos

Parte dos dados de celulares apreendidos do proprietário do Banco Master foi encaminhada à CPMI, com vazamentos que tensionaram o STF. Entre as informações divulgadas, há relatos de supostas trocas de mensagens entre o empresário, Dias Toffoli, Moraes e a esposa de Moraes, que passaram a figurar na pauta de investigações.

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