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Auditor fiscal de SP é preso por se recusar a entregar carteira de criptomoedas

Auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo é preso por se recusar a entregar chave privada de carteira de criptomoedas, em operação ligada a esquema de ICMS

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  • Auditor fiscal Fernando Alves dos Santos, da Secretaria da Fazenda de São Paulo, foi preso após se recusar a entregar a chave privada de uma carteira de criptomoedas; juiz informou que a ação configura destruição de provas.
  • A prisão ocorre no âmbito da Operação Fisco Paralelo, desdobramento da Operação Ícaro, que investiga liberação indevida de créditos de ICMS.
  • Santos é suspeito de receber propina para facilitar créditos tributários e de alterar cadastros para redirecionar processos, atuando como elo entre fiscais e consultorias.
  • A investigação aponta vínculos com grandes empresas, como Carrefour, Kalunga, Casas Bahia, Caoa e Center Castilho, envolvendo o suposto esquema junto com outros colegas da secretaria.
  • Promotores indicam a existência de milhões em criptomoedas ligados a dois auditores presos, usados para ocultar propinas; buscas já localizaram dinheiro em espécie e criptomoedas.

Um auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo foi preso sob a suspeita de operar um esquema para facilitar créditos tributários indevidos. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Fisco Paralelo, dentro da linha de investigações da Operação Ícaro. A ação aponta que o homem se recusou a entregar a chave privada de uma carteira de criptomoedas, o que, segundo o juiz, configura destruição de provas.

A investigação sustenta que o auditor recebia propina para movimentar cadastros e direcionar processos para si, bem como para favorecer créditos tributários a empresas. Também apontam que ele atuava como elo entre fiscais e grandes consultorias, ligadas a redes como Carrefour, Kalunga, Casas Bahia, Caoa e Center Castilho. O objetivo seria facilitar o desvio de recursos.

Segundo o Ministério Público, a indisponibilidade das chaves impede o acesso aos ativos, estimados em milhões de reais. Promotores dizem que dois auditores seriam os principais operadores do esquema, com indicação de recebimento de propinas expressivas. Em buscas, parte do dinheiro foi localizada em espécie, mas as maiores quantias estariam em criptomoedas.

Operação Ícaro

Em agosto do ano passado, a primeira etapa da Operação Ícaro prendeu o fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e Mário Otávio Gomes, da Fast Shop. A ação também encontrou valores expressivos em dinheiro e criptomoedas, somando milhões de reais e dezenas de milhões de dólares.

Em fevereiro, nova etapa da investigação resultou na apreensão de aproximadamente R$ 1,8 milhão em Bitcoin, além de dinheiro em espécie. A força-tarefa investiga um esquema de pagamento de propina para antecipar e liberar créditos de ICMS, com possível movimentação superior a um bilhão de reais em propinas.

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