- Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star em Brasília e deixou a unidade por volta das 10h, indo para a casa no Jardim Botânico; prisão domiciliar de 90 dias foi concedida por Alexandre de Moraes.
- O ex-presidente, de 71 anos, esteve internado por quatorze dias e foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral; iniciou tratamento com antibióticos.
- A pena substitutiva envolve cumprir a prisão em ambiente familiar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, por tempo determinado.
- Moraes estabeleceu regras: visitas restritas aos familiares diretos e médicos, horários limitados, proibição de uso de celular e redes sociais, e necessidade de autorização para outros contatos.
- O histórico de saúde de Bolsonaro inclui múltiplas cirurgias desde 2018 e episódios de soluço refratário; quadro atual exigiu reposicionamento para tratamento em casa conforme avaliação médica.
Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (27.mar.2026), após 14 dias de internação. O ex-presidente, de 71 anos, vai cumprir prisão domiciliar por 90 dias. A alta ocorreu por volta das 10h e ele seguiu para a residência no Jardim Botânico, a cerca de 20 km da unidade.
A decisão de permitir a prisão domiciliar foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O quadro de saúde dele incluiu broncopneumonia bacteriana bilateral, diagnosticada no dia 13 de março, durante atendimento no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF.
Condições da prisão domiciliar
O benefício tem validade por 90 dias a partir da alta. Moraes determinou uso de tornozeleira eletrônica e definiu regras de visitas, que ficarão restritas a familiares diretos, médicos e advogados. Visitas de terceiros ficam suspensas por essa janela.
K além disso, ficou estabelecido que a residência seja utilizada como ambiente terapêutico com acompanhamento de fisioterapeuta e nutricionista. Em caso de piora clínica, Bolsonaro poderá ser internado sem nova decisão judicial, desde que haja orientação médica.
Histórico de saúde e tratamento
Bolsonaro já passou por 14 cirurgias desde 2018, sendo 3 ligadas ao solvêncio de soluço crônico e ao ferimento de faca na campanha de 2018. Em março, houve agravamento com broncopneumonia bilateral e necessidade de antibióticos intravenosos. Boletins médicos acompanharam a evolução clínica até a alta.
O médico responsável, Brasil Caiado, informou que houve melhora gradual após o início da medicação. Ele confirmou que há indicação cirúrgica para o ombro direito, que deverá ocorrer após a recuperação do quadro atual.
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