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CPI do INSS mira Toffoli, Moraes e Lewandowski

Relator da CPMI sugere investigação por tráfico de influência envolvendo Dias Toffoli, Viviane Moraes e Enrique Lewandowski nos contratos do Banco Master

Ministros do STF não estão entre os pedidos de indiciamentos no relatório
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  • O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, recomendou investigação sobre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e ligações com Dias Toffoli e Viviane Barci de Moraes, mulher de Moraes.
  • Também foi incluído no pedido Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ex-ministro Ricardo Lewandowski, em caso relacionado a tráfico de influência.
  • O foco é verificar indícios de crimes com base em debates da comissão e notas da imprensa, envolvendo operações de crédito consignado no INSS.
  • O relatório cita contrato de R$ 129 milhões entre Viviane Barci de Moraes e o Banco Master e analisa se isso revela tráfico de influência, considerando a posição de Moraes no STF.
  • Ministers não foram indiciados; a pasta aponta apenas recomendações à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, além de envio ao Senado para avaliação de crimes de responsabilidade.

A CPMI do INSS, instalada no Congresso Nacional, avança em apurações sobre possíveis práticas de tráfico de influência ligadas a contratos do Banco Master. O relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou parecer com pedidos de investigação que envolvem empresários, familiares de ministros e ex-autoridades do STF.

Entre os alvos, está o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Dias Toffoli. Gaspar sugere verificar se há indícios de irregularidades nos contratos e se houve favorecimento por parte de terceiros ligados a Toffoli, com base em debates da comissão e reportagens da imprensa.

Também consta no parecer a participação de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. O texto analisa possível tráfico de influência relacionado a um contrato de cerca de 129 milhões de reais com o Banco Master, considerando a posição de Moraes no STF.

O filho do ex-ministro Ricardo Lewandowski, Enrique de Abreu Lewandowski, aparece no conjunto de investigados. O relator aponta atuação de Enrique em favor da Capital Consig junto ao STJ em dezembro de 2025, em meio a apurações sobre fraudes em empréstimos consignados que teriam relação com o Master.

Segundo o relatório, ministros e parentes não integram a lista de 216 pedidos de indiciamento já apresentados pela CPMI em outras frentes. Gaspar encaminhou apenas recomendações para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, além de encaminhar partes do texto ao Senado para avaliação de possível crime de responsabilidade.

O documento final, com mais de 4.300 páginas, detalha fraudes em descontos de empréstimos consignados e operações ligadas a segurados do INSS. A leitura do relatório foi concluída após decisão do STF que limitou o prazo da comissão, com a votação prevista até o fim da semana.

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