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PF prende pela 2ª vez ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar

PF prende pela segunda vez ex-presidente da Alerj; denúncia aponta repasse de informações sigilosas a vinculados ao Comando Vermelho e obstrução à Justiça

Bacellar é investigado em duas operações da PF e foi denunciado pela PGR em 13 de março
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  • A Polícia Federal prendeu novamente Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, em Teresópolis, sob investigação por obstrução da justiça e relação com o crime organizado.
  • O mandado foi emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Unha e Carne III.
  • Esta é a segunda prisão preventiva decretada pelo STF contra Bacellar; ele já havia sido preso em 3 de dezembro de 2025 na Operação Zargun.
  • Em 13 de março, a Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia contra Bacellar, TH Jóias e um juiz federal de segundo grau, por atrapalharem investigações sobre a presença do Comando Vermelho nas instituições públicas fluminenses.
  • O caso envolve troca de informações sigilosas entre o juiz e Bacellar sobre medidas cautelares de Zargun e uma reunião entre eles em setembro de 2025; TH Jóias teria trocado de celular na época.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi preso pela segunda vez pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 27 de março de 2026. A motivação envolve obstrução da Justiça e ligações com o crime organizado no estado, no âmbito da Operação Unha e Carne III, sob ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A prisão ocorreu em Teresópolis, na região serrana do Rio. Bacellar já havia sido alvo de prisão preventiva expedida pelo STF em 3 de dezembro de 2025, durante a Operação Zargun, que investiga suposta artifícios para atrapalhar investigações sobre o deputado TH Jóias.

Em março, a Procuradoria-Geral da República denunciou Bacellar, TH Jóias e um juiz federal de segundo grau do Rio de Janeiro por atuar para dificultar apurações sobre a presença do Comando Vermelho em instituições públicas fluminenses. A denúncia aponta que o juiz Macário Ramos Júdice Neto repassou informações sigilosas a Bacellar sobre medidas cautelares da operação.

Segundo a PGR, houve reunião em setembro de 2025 entre Bacellar e TH Jóias para tratar de informações sigilosas. A defesa de Bacellar informou que ele permanece detido para fins de investigação e não compartilhou detalhes adicionais sobre o andamento do caso.

O mandato de Bacellar na Alerj foi cassado pelo TSE em 24 de março de 2026, sob suspeitas de envolvimento em esquema de fraudes eleitorais em benefício do ex-governador Cláudio Castro. A cassação amplia o histórico de envolvimento dele com denúncias e investigações em curso no estado.

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