- PSB se apresenta como ponte para aliados pró-governo que não querem se filiar ao PT, fortalecendo a articulação com o governo Lula.
- A aproximação começou no segundo turno de 2018, quando o PSB apoiou Haddad, e se consolidou em 2022 com a escolha de Alckmin como vice na chapa de Lula.
- João Campos, atual presidente do PSB e prefeito do Recife, busca oferecer uma leitura de centro para contornar o antipetismo e atrair quadros para o partido.
- Simone Tebet deixou o MDB para disputar o Senado por São Paulo; Soraya Thronicke também avalia deixar o Podemos para disputar o Senado pelo PSB em Mato Grosso do Sul.
- O programa de filiações inclui ainda Rodrigo Pacheco, Cristovam Buarque e o grupo de Marina Silva, que podem migrar para o PSB com foco em Minas Gerais e no Senado.
O PSB se afirma como alternativa para aliados de Lula e Marina, atraindo políticos pró-governo que evitam filiação ao PT. A guinada ocorre dez anos após o apoio ao impeachment de Dilma Rousseff (PT). A sigla hoje funciona como ponte para reeleição de Lula sem filiar-se ao PT.
A reaproximação começou no segundo turno de 2018, quando o PSB apoiou Haddad contra Bolsonaro. Em 2022, a chapa de Lula ganhou força com a escolha de Geraldo Alckmin como vice. A chegada de João Campos à presidência da sigla consolidou a estratégia.
João Campos, prefeito do Recife, articula com Lula uma ponte de quadros de centro para contornar antipetismo. Esse movimento abriu espaço para fichas de outras legendas avaliarem mudanças estratégicas, incluindo candidaturas ao Senado.
Rangos de migrações
Simone Tebet deixou o MDB para disputar o Senado por São Paulo, sob a esperança de espaço no PSB. Soraya Thronicke avalia trocar o Podemos pelo PSB para o Senado em Mato Grosso do Sul. Reports indicam reunião entre Rodrigo Pacheco e Campos sobre possível filiação ao PSB para Minas Gerais.
No Distrito Federal, Cristovam Buarque deixou o Cidadania para concorrer pelo PSB a deputado federal. O grupo da ministra Marina Silva migrou para o PSB, em meio a disputas internas. Marina também avalia filiação para disputar o Senado por São Paulo.
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