- STJ rejeita novo habeas corpus e mantém Pedro Arthur Turra Basso preso; ministro Messod Azulay Neto sustenta prisão preventiva para resguardar a ordem pública e a instrução penal.
- Caso envolve espancamento de um adolescente de 16 anos após briga motivada por um chiclete, ocorrido em Águas Claras, no Distrito Federal, em 24 de janeiro.
- Decisão aponta risco de interferência na oitiva de testemunhas, o que justifica a custódia cautelar pela conveniência da instrução processual.
- Turra está detido no Centro de Detenção Provisória, no Complexo da Papuda, desde 3 de fevereiro.
- A PCDF investiga, ainda, outros três casos envolvendo o piloto em Águas Claras, ocorridos em 2025, incluindo fornecimento de bebida alcoólica a menor, lesão corporal e constrangimento ilegal.
O STJ negou nesta quarta-feira (25) um novo habeas corpus apresentado pela defesa de Pedro Arthur Turra Basso, mantendo o ex-piloto preso. A ação envolve a acusação de espancar e matar um adolescente de 16 anos em Águas Claras, DF, após uma discussão ocorrida no dia 24 de janeiro.
A decisão, assinada pelo ministro Messod Azulay Neto, sustenta que a prisão preventiva é necessária para resguardar a ordem pública e a instrução penal. A relatoria aponta que Turra tentaria influenciar testemunhas para alinhar versões.
Este é o segundo pedido recusado pelo mesmo ministro. Em fevereiro, o HC foi negado sem análise de mérito, com a defesa considerando o processo prejudicado. Turra permanece custodiado no Centro de Detenção Provisória da Papuda desde 3 de fevereiro.
O caso principal envolve Turra e Rodrigo Castanheira, após uma suposta provocação relacionada a um chiclete na saída de uma festa. Turra desceu do carro e desferiu golpes contra o adolescente, que sofreu traumatismo craniano e parada cardiorrespiratória, levando à morte após coma induzido.
Conforme a Polícia Civil do Distrito Federal, Turra já havia sido detido anteriormente pelo mesmo fato e recebeu liberdade provisória, antes da decretação da prisão preventiva. A defesa não repassou comentário até o momento.
Além do caso de repercussão, a PCDF investiga outros três episódios envolvendo Turra em Águas Claras em 2025. Entre as ocorrências estão fornecimento de bebida alcoólica a menor, lesão corporal e constrangimento ilegal.
- Fornecimento de bebida alcoólica a menor: em junho de 2025, acusado de obrigar uma adolescente de 17 anos a consumir vodca em festa no Jockey Club.
- Lesão corporal: saldo de agressão em praça pública no final de junho de 2025.
- Constrangimento ilegal: em julho de 2025, agressões e constrangimento contra um indivíduo, registrado como vias de fato.
Sob supervisão de AR, a Polícia Civil mantém acompanhamento do caso e das investigações paralelas que envolvem Turra. A rede de imprensa solicitou posicionamento da defesa, sem retorno até o fechamento deste texto.
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