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Centro integra dados para combater violência contra mulheres

Centro Integrado Mulher Segura reunirá dados de 27 salas de situação para enfrentar violência contra a mulher, com investimento de R$ 28 milhões

Na imagem, a ministra Márcia Lopes, em maio de 2025
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  • O Ministério da Justiça lançou o Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) em 25 de março de 2026, com o objetivo de fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher.
  • O CIMS reunirá dados de várias bases para atuar na prevenção, proteção e responsabilização de agressores e apoiar ações operacionais.
  • O investimento inicial foi de 28 milhões de reais, buscando superar a fragmentação de dados e a falta de integração entre sistemas.
  • O centro integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado entre os três Poderes, para avançar no uso de tecnologia no combate a crimes contra mulheres.
  • O programa Alerta Mulher Segura deve começar ainda neste semestre, oferecendo relógio de monitoramento para cerca de 5.000 mulheres, com investimento de 25 milhões de reais.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou, na quarta-feira (25 mar 2026), o Centro Integrado Mulher Segura (CIMS). A medida visa fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher por meio de dados estratégicos e integração de sistemas.

O CIMS reunirá informações de diversas bases, atuando como núcleo nacional de inteligência. O objetivo é orientar a prevenção, proteção e responsabilização de agressores, além de apoiar ações operacionais para localização e prisão.

O investimento inicial foi de 28 milhões de reais. Segundo o ministério, o centro enfrenta a fragmentação de dados e a falta de integração entre sistemas, entraves comuns à segurança pública.

O CIMS fará parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado entre Executivo, Legislativo e Judiciário em fevereiro. O ministro Welington Lima vê no centro um avanço tecnológico no enfrentamento aos crimes.

A ministra Márcia Lopes destacou que o centro qualificará o uso de dados e fortalecerá a articulação entre entes federativos e o sistema de justiça. O monitoramento pode ampliar as denúncias e a responsabilização dos agressores.

O centro funcionará em Brasília, conectando-se a uma rede nacional com 27 salas de situação nos estados. O objetivo é monitorar continuamente padrões de violência e antever riscos.

A atuação combinará policiamento orientado por inteligência, dados de ocorrências, monitoramento eletrônico e denúncias pelos canais Ligue 180 e 190. A integração facilita respostas rápidas.

Alerta Mulher Segura

No primeiro semestre, deve começar o programa Alerta Mulher Segura, com medidas protetivas de urgência para vítimas de violência doméstica. Mulheres receberão um relógio de monitoramento para emitir alertas em tempo real.

O dispositivo não depende de internet e funciona mesmo na falta de conectividade. O relógio será integrado à tornozeleira do agressor e acionará as autoridades. A iniciativa atende inicialmente cerca de 5 mil mulheres.

A implantação envolve um investimento de 25 milhões de reais e será realizada em parceria com os estados. O objetivo é aumentar a segurança, reduzir riscos e acelerar medidas protetivas.

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