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Redes sociais criam visões distintas da realidade política, diz professora

Redes sociais geram climas políticos fragmentados, com leituras distintas sobre economia, corrupção e segurança entre grupos

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  • Cientista política Luciana Veiga afirma que a fragmentação da informação nas redes sociais gera percepções políticas distintas entre os brasileiros.
  • Ela participou do WW Especial, da CNN Brasil, destacando o papel dos algoritmos na construção de climas políticos diferentes.
  • Grupos próximos a Lula/à esquerda veem o noticiário de forma mais favorável; independentes percebem de modo mais negativo; direita e bolsonaristas enxergam o noticiário como muito negativo.
  • Temas como economia, corrupção e segurança pública têm impactos distintos conforme o grupo, sendo a corrupção mais determinante para quem é avesso ao PT.
  • Apesar da fragmentação, esses climas ainda influenciam a avaliação de candidatos e dos temas centrais da política.

A fragmentação da informação nas redes sociais gera leituras políticas distintas entre os brasileiros, aponta a cientista política Luciana Veiga. Ela é professora da Unirio e da FGV e participou do WW Especial da CNN Brasil para discutir o cenário de 2026.

Segundo Veiga, algoritmos e feeds segmentados moldam climas diferentes sobre economia, corrupção e segurança pública. Grupos com visão próxima ao presidente Lula veem noticiário mais favorável; independentes recebem leituras mais negativas.

Quem está em campos mais à direita ou bolsonaristas encontra conteúdo com tom crítico, enquanto o grupo central oscila entre expectativas diversas. A pesquisadora ressalta que esses padrões não são meramente interpretativos, mas influenciam avaliações de candidatos.

A percepção da economia, por exemplo, varia conforme o grupo: há desilusão generalized e sensação de perda de prosperidade entre eleitores de diferentes espectros. Veiga destaca que o desempenho econômico real diverge das expectativas do eleitorado.

Além da economia, temas como corrupção e segurança pública apresentam impactos distintos. Ela afirma que denúncias de corrupção associadas ao PT costumam favorecer segmentos avessos ao partido, influenciando as leituras sobre o tema.

Mesmo com a fragmentação, a pesquisadora reforça que climas políticos continuam a influenciar a avaliação de propostas e candidatos. O efeito agregado persiste, ainda que de forma desigual entre os eleitores.

Impacto sobre economia, corrupção e segurança

A professor diz que o conjunto de percepções influencia o clima eleitoral de forma relevante. Dados de pesquisas e observações indicam que a leitura de temas centrais permanece condicionada pela posição ideológica de cada grupo.

Ela aponta que a construção de narrativas a partir de conteúdos segmentados acarreta variações na avaliação de políticas públicas. A análise é baseada em discussões do segmento de estudos políticos da Unirio e da FGV.

A fala de Veiga é resultado de avaliação em debate público na CNN Brasil, em que a docente discutiu o papel dos algoritmos na formação de opiniões. A entrevista foi veiculada no programa hospedado por William Waack.

Publicado por Jorge Fernando Rodrigues, o material reforça que a dinâmica de redes sociais continua a ser tema central para entender o comportamento eleitoral. As informações são tratadas com foco em dados e neutralidade.

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