- Nesta domingo, ocorreu em São Paulo a sexta edição da Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado, com foco no passado da ditadura militar.
- O cortejo saiu às 16h em frente ao antigo DOI-Codi/SP e seguiu até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque do Ibirapuera, sob escolta da polícia militar.
- Organizada pelo Movimento Vozes do Silêncio, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog e o Núcleo de Preservação da Memória Política, reuniu centenas de pessoas, entre familiares de vítimas e movimentos de direitos humanos.
- O ato destacou a importância de aprender com o passado para fortalecer a democracia e denunciou a persistência de violência de estado; mencionou as 49 recomendações da Comissão Nacional da Verdade, ainda pouco cumpridas.
- Ao final, foi lido um manifesto defendendo memória, verdade e justiça, e mencionada a possibilidade anunciada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal de afastar a aplicação da Lei da Anistia em casos de crimes permanentes.
A 6ª Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado ocorreu neste domingo, 29, em São Paulo. O ato reuniu familiares de vítimas da ditadura militar e movimentos de direitos humanos. A concentração começou às 16h em frente ao antigo DOI-Codi/SP, na rua Tutóia, um dos principais símbolos de repressão da época.
O cortejo seguiu pela zona sul da cidade com destino ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera. A Polícia Militar acompanhou a passagem dos manifestantes, que formaram um corredor humano ao longo do trajeto.
Organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog e o Núcleo de Preservação da Memória Política, o ato reuniu centenas de pessoas, incluindo familiares de vítimas e representantes de organizações de direitos humanos. O objetivo é lembrar o período, denunciar violências atuais e reforçar a necessidade de democracia plena.
A coordenação do Instituto Vladimir Herzog destacou a importância de debater os impactos da ditadura no presente e no futuro. Segundo Lorrane Rodrigues, a violência de estado persiste em outros tempos, apesar da redemocratização, e a memória é ferramenta de fortalecimento democrático.
Rogério Sotilli, diretor executivo do instituto, afirmou que a Caminhada nasceu como resposta ao autoritarismo e ao esquecimento. Ele destacou que, mesmo após cinco edições, é necessário manter a mobilização para defender o Estado de Direito.
Este ano, mais de 30 organizações participaram da iniciativa. A mobilização também enfatizou a possibilidade defendida pelo STF de afastar a aplicação da Lei da Anistia em casos de crimes permanentes, como ocultação de cadáver, que tem sido tema de debate institucional.
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