- Edinho Silva indicou que MDB e PSD devem ficar fora da aliança nacional de Lula para 2026; as alianças com esses partidos devem ocorrer nos estados.
- Simone Tebet, hoje no Planejamento e Orçamento, migrou para o PSB para concorrer ao Senado em São Paulo, com aval de Lula.
- PSD continua no governo em três pastas (Agricultura e Pecuária; Minas e Energia; Pesca e Aquicultura) e pretende lançar candidatura própria à presidência.
- O prazo para ministros deixarem os cargos para concorrer em outubro termina na próxima semana; Lula quer que ministros defendam as ações do governo durante a campanha.
- O PT busca fortalecer alianças com o PDT, apesar de resistência no Rio Grande do Sul, onde há debate entre candidatura própria e acordo nacional.
Em meio às articulações para a próxima campanha, Edinho Silva, presidente nacional do PT, sinalizou que MDB e PSD devem ficar de fora da aliança de Lula para a reeleição em 2026. A afirmação foi publicada pela Folha de S.Paulo neste sábado (28).
Segundo o dirigente, as alianças com PSD e MDB devem ocorrer apenas em nível estadual, não em âmbito nacional. Ele citou a necessidade de respeitar contradições entre os partidos ao planejar a candidatura presidencial.
MDB e PSD têm participação relevante no governo, com ministérios estratégicos. O MDB integra o Planejamento e o Orçamento, sob Simone Tebet, e o PSD comanda Cidades, Minas e Energia e Pesca e Aquicultura. A sigla pretende lançar candidatura própria à presidência.
A semana passada trouxe mudanças: Tebet migrou para o PSB, visando a candidatura ao Senado em São Paulo com aval de Lula. O PSD, por sua vez, permanece na linha de ministérios-chave, mas trabalha para lançar candidatura própria à Presidência.
Na próxima semana vence o prazo para que ministros deem passos rumo a candidaturas em outubro. A Folha relata que Lula espera que ministros defendam ações do governo durante a campanha, para evitar desgaste institucional.
O PT mantém busca por alianças com parceiros tradicionais, como o PDT, embora haja resistência em estados. No Rio Grande do Sul, um grupo interno resiste ao acordo nacional com o PDT, que terá Juliana Brizola como candidata ao governo.
Em defesa de uma posição unificada, uma ala do PT gaúcho valoriza o histórico de projeto coletivo do partido, argumentando que as decisões no estado não podem comprometer a reeleição do projeto nacional. A tensão local é citada como fator de risco estratégico.
A leitura de dirigentes do PT enfatiza a necessidade de fortalecer um campo democrático e apoiar a reeleição de Lula, mantendo negociações abertas com diferentes frentes sem comprometer o eixo principal da campanha.
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