- O Ministério da Justiça exonerou o policial federal Wladimir Matos Soares, condenado a 21 anos de prisão por envolvimento no “núcleo 3” da trama golpista que tentou manter Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022.
- O núcleo 3 planejou o sequestro e o assassinato do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União, cumprindo determinação do STF de perda do cargo público de condenados.
- A Procuradoria-Geral da República apontou que o núcleo 3 promoveu as ações mais severas da organização criminosa, incluindo o plano de assassinato de autoridades; mensagens indicam intenção de “matar meio mundo”.
- Além de Soares, integrantes dos “kids pretos” teriam organizado reunião em novembro de 2022 para tratar de carta aos generais, visando pressionar o Exército a aderir ao golpe; Soares está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal desde novembro de 2024.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública exonerou nesta segunda-feira (30) o policial federal Wladimir Matos Soares, condenado a 21 anos de prisão por participação no núcleo 3 da trama golpista que buscou manter Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União, conforme determinação do STF de perda do cargo público para condenados. Soares integrava o grupo ligado ao sequestro e ao assassinato de autoridades.
Além do Expolicy, integravam o “núcleo 3” militares da força especial conhecida como “kids pretos”. A Procuradoria-Geral da República apontou que esse grupo executou as ações mais severas da organização criminosa, incluindo o plano de eliminar autoridades. Investigadores encontraram no celular de Soares mensagens que citavam o objetivo de “matar meio mundo”.
Revelações da investigação indicam que os militares planejaram pressionar o Alto Comando do Exército a aderir ao golpe. Trocas de mensagens mostraram que os “kids pretos” organizaram reunião em novembro de 2022 para tratar de uma carta aos generais, visando pressionar a cúpula militar a romper com a ordem constitucional.
Soares permanece detido desde novembro de 2024 no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O policial negou as acusações em interrogatório, afirmando ser admirador de Moraes. A exposição do caso segue com outras peças da investigação e deliberações judiciais.
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