- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a PF não atua nem protege nem persegue por ideologia e que não há direcionamento político na gestão.
- Ele disse que as investigações são pautadas pela isenção técnica e que houve ataques “covardes e vis” contra agentes envolvidos em inquéritos sensíveis.
- Rodrigues afirmou que quem tenta enfraquecer a PF não tem interesse em uma polícia forte.
- O diretor destacou cooperação com o Banco Central no combate a fraude bilionária, citando o caso do Banco Master e a parceria entre as instituições.
- Sobre o quadro funcional, afirmou que mais de 300 servidores deixaram a PF para outras carreiras nos últimos três anos, e que o governo abriu canais de diálogo para valorização das carreiras policiais, com o presidente Lula recebendo representantes ainda nesta segunda-feira.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira que a PF não atua com base em roteiro político e que seus investigadores são alvo de ataques considerados covardes pela instituição. Ele destacou a necessidade de conter a evasão de servidores para outras carreiras.
Durante evento de comemoração do aniversário da PF, Rodrigues ressaltou que as investigações seguem critérios técnicos e não há espaço para direcionamentos ideológicos na gestão atual. O dirigente afirmou que a PF não protege nem persegue, mantendo isenção.
O chefe da PF afirmou que o rigor das apurações tem provocado reações contra os agentes que lideram inquéritos sensíveis, classifyingo as críticas como ataques covardes e vis. Disse ainda que quem não quer uma polícia forte não possui interesse legítimo.
Ele reforçou que o enfraquecimento das atribuições da PF é uma estratégia de quem não deseja uma atuação firme contra o crime. Questionado, não especificou os ataques a que se referia ao defender a atuação institucional.
Cooperação com o Banco Central
O diretor ressaltou operações recentes de combate à fraude bilionária no sistema financeiro, citando o caso do Banco Master. Atribuiu o avanço do caso à cooperação com o Banco Central e elogiou a atuação técnica do presidente da autoridade, Gabriel Galípolo.
Para Rodrigues, a articulação entre órgãos sob a égide da legalidade é fundamental para resultados consistentes no combate ao crime organizado e à corrupção. A vigilância é vista como essencial para fortalecer a atuação federal.
Pauta salarial
Em relação à estrutura da PF, Andrei informou que a corporação perdeu mais de 300 servidores nos últimos três anos para outras carreiras. Para conter essa evasão, defendeu o reconhecimento das carreiras policiais e a abertura de canais de diálogo com o governo.
O diretor reiterou que o governo federal abriu espaços para negociação e que o presidente Lula deve receber representantes dos servidores para tratar das demandas da categoria ainda nesta segunda-feira.
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