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MPF manda PF abrir inquérito contra deputada do PL por blackface

MPF instaura inquérito para apurar Fabiana Bolsonaro por suposto racismo e transfobia após 'blackface' em sessão da Alesp

Deputada estadual Fabiana Bolsonaro na tribuna da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo)
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  • O Ministério Público Federal determinou a abertura de inquérito para investigar a deputada Fabiana Bolsonaro (PL-SP) por supostas atitudes de racismo e transfobia em discurso na Alesp.
  • A medida foi assinada na sexta-feira (27) pelo procurador Michel François Drizul Havrenne e encaminhada à Polícia Federal para aprofundar a apuração.
  • A investigação tem base em notícia-crime apresentada pela Bancada Feminista do PSOL, que aponta que Fabiana fez um “blackface” e proferiu declarações discriminatórias contra Erika Hilton (PSOL-SP).
  • As falas ocorreram durante sessão ordinária da Alesp em 18 de março, quando Fabiana afirmou realizar um “experimento social” para questionar a eleição de Hilton à presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.
  • O MPF também pediu a oitiva de Fabiana Bolsonaro, Monica Seixas e Ediane Maria, além de avaliar possíveis irregularidades na autodeclaração racial da parlamentar em eleições passadas e uso de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

O MPF determinou a abertura de um inquérito policial para apurar a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) por suspeitas de racismo e transfobia. A investigação foi encaminhada à Polícia Federal para aprofundar a conduta da parlamentar. A queixa partiu da Bancada Feminista do PSOL.

A decisão, assinada pelo procurador Michel François Drizul Havrenne, ocorreu na sexta-feira (27). O inquérito mira falas proferidas durante uma sessão ordinária da Alesp em 18 de março, quando Fabiana fez críticas à deputada Erika Hilton (PSOL-SP) após ter realizado um suposto experimento social.

Segundo o Ministério Público, há necessidade de maiores investigações sobre os fatos e possíveis irregularidades na autodeclaração racial da parlamentar em eleições anteriores, o que pode indicar uso indevido de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Força-tarefa também pediu oitiva de três deputadas presentes na sessão.

No contexto do episódio, Fabiana Bolsonaro pintou o corpo com base para simular pele negra e, no discurso, questionou a eleição de Hilton à presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. O caso gerou críticas de diversos parlamentares nas redes sociais.

Detalhes da investigação

A oitiva das deputadas Fabiana Bolsonaro, Monica Seixas e Ediane Maria está entre as diligências iniciais do MPF. A Procuradoria afirma que as investigações devem esclarecer as circunstâncias da suposta prática de blackface e as declarações associadas. O desdobramento depende das próximas apurações da PF.

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