- Ronaldo Caiado (PSD) será candidato à presidência da República em 2026, conforme confirmação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
- A desistência de Ratinho Júnior (PSD) abriu espaço interno para Caiado, que disputará a pré-candidatura ao lado de Eduardo Leite. Ratinho Júnior seguirá focado na campanha ao governo do Paraná, com Sergio Moro filiado ao PL.
- Caiado deixou o União Brasil em janeiro, alegando falta de espaço para uma candidatura presidencial, e foi acolhido pelo PSD, que já avaliava Ratinho Júnior e Eduardo Leite.
- Entre os pré-candidatos do PSD, Caiado é o mais à direita, critica Lula com mais veemência e tende a defender o agronegócio e alinhamento com Donald Trump.
- Pesquisas recentes indicam baixa aceitação de Caiado: cerca de 3,6% a 4% no primeiro turno, com cenário de segundo turno geralmente desfavorável contra Lula.
Ronaldo Caiado (PSD) será candidato à Presidência da República em 2026. A confirmação ocorreu nesta segunda-feira (30), feita pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Cairado disputará o pleito de outubro, que terá Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) como protagonistas já conhecidos.
A candidatura ganhou campo após a desistência de Ratinho Júnior (PSD) na semana anterior, abrindo espaço na sigla para a chapa. Ratinho era apontado como favorito, mas recuou para tentar consolidar a indicação ao governo do Paraná, em parceria com Sergio Moro, filiado ao PL.
Caiado deixou o União Brasil no fim de janeiro, alegando falta de espaço para uma candidatura presidencial. Ao chegar ao PSD, já havia nomes como Ratinho Júnior e Eduardo Leite (RS) cogitados para o posto. A reportagem da Gazeta do Povo indicou que o governador goiano não abriria mão da candidatura, mesmo com o ingresso de Ratinho.
Contexto político e estratégia do PSD
Entre os três presidenciáveis do PSD, Caiado é o que adota posição mais à direita, criticando Lula com mais veemência. Ratinho Júnior fica mais ao centro e Eduardo Leite tende ao centro-direita. Caiado também defende o fortalecimento do agronegócio e mantém alinhamento com o que é comum a Flávio Bolsonaro.
Essa leitura de alinhamento coloca Caiado próximo de eleitores de direita, com risco de conciliar apoio de Flávio Bolsonaro mais do que de Ratinho. A composição do PSD para 2026 tem três ministros na atual equipe federal, o que influencia o desenho da aliança interna.
Desempenho nas pesquisas
Ao fim do segundo mandato, Caiado ainda não conseguiu tração expressiva. Pesquisas indicam teto de 3,6% a 4% das intenções de voto no primeiro turno. Em cenários de segundo turno, ele ficaria atrás de Lula, com variações entre 32% e 46% de rejeição ao longo das sondagens.
A Paraná Pesquisas divulgou, nesta segunda (30), 3,6% de apoio, sem simulação de segundo turno. A Quaest indicou até 4% no primeiro turno, com Lula vencendo no segundo turno, em 44% a 32%. O Datafolha também apontou 4%, com Lula à frente por 46% a 36%.
Além disso, a Quaest aponta aproximadamente 2 mil entrevistas realizadas entre 6 e 9 de março, sob contrato com o Banco Genial. O Datafolha realizou pesquisa presencial com 2 mil pessoas entre 3 e 5 de março, sob encomenda da Folha de S. Paulo. A margem de erro nas sondagens é de cerca de 2 pontos percentuais.
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