- A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta terça-feira (31), as convocações dos ex-governadores Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio Castro (RJ).
- O requerimento para ouvir Ibaneis ressalta a necessidade de entender relações entre o escritório de advocacia dele e entidades investigadas, bem como negociações entre o Banco de Brasília e o Banco Master, com contratos e transferências atípicas citados.
- Sobre Cláudio Castro, o objetivo é obter um panorama macroestratégico para investigar falhas institucionais no combate à lavagem de dinheiro e a infiltração criminosa no aparato público.
- Os governadores não atenderam aos convites, o que levou a decisão de reconvocação de Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, que também não pôde comparecer à reunião; ele será ouvido na condição de testemunha qualificada.
- Além disso, a comissão aprovou quebras de sigilo de pessoas físicas e jurídicas, e manteve outras convocações, como a de Renato Dias de Brito Gomes, conforme demanda do STF.
A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI do Crime Organizado) do Senado aprovou, nesta terça-feira (31), as convocações de Ibaneis Rocha e Cláudio Castro, além de ampliar a reconvocação de Roberto Campos Neto. Também houve aprovação de quebras de sigilo de pessoas físicas e jurídicas.
A convocaçao de Ibaneis Rocha e de Cláudio Castro foi solicitada por senadores que questionam relações entre o escritório de Ibaneis, entidades investigadas pela Polícia Federal e operações envolvendo o BRB e o Banco Master. A justificativa envolve contratos, transferências financeiras atípicas e decisões de governo sobre aquisições de ativos.
Segundo o relator Alessandro Vieira, o depoimento de Ibaneis é para esclarecer critérios de decisões administrativas que favoreceram o BRB na aquisição do Banco Master, investigado pela PF. Já o depoimento de Castro deve oferecer uma visão macroestratégica sobre falhas institucionais no combate à lavagem de dinheiro e à infiltração criminosa no aparato estatal.
Ausências e novas convocações
Os senadores também aprovaram a reconvocação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, após ele não ter comparecido à reunião desta terça. Campos Neto será ouvido na condição de testemunha qualificada, sem atribuição de responsabilidade, segundo o relator.
Além disso, ficou acordada a convocação de Renato Dias de Brito Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, entre outras diligências. Paralelamente, houve autorização para novas quebras de sigilo de pessoas físicas e jurídicas, conforme determinação do STF.
Objetivo da comissão
A CPI visa mapear dinâmicas de crime organizado e a atuação de atores financeiros no país. A tendência é esclarecer como fatores institucionais e operações financeiras interligadas podem favorecer atividades ilícitas. Os trabalhos seguem sob sigilo parlamentar e com prazo de investigação aberto.
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